O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pronunciar-se nesta segunda-feira sobre as polêmicas decisões do Tribunal Superior Eleitoral que atingiram sua campanha política. Em entrevista após participar de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, realizada na capela do Palácio da Alvorada, o mandatário afirmou que o ministro Nunes Marques, do TSE, precisa esclarecer qual irregularidade justificaria o bloqueio do canal chamado "Exército do Lula", que havia sido criado pelo diputado federal André Janones na plataforma de mensagens WhatsApp para distribuir materiais de propaganda da campanha do Partido dos Trabalhadores.
O chefe do Executivo federal criticou duramente o que considerou um tratamento desigual por parte da justiça eleitoral. Lula enfatizou que a função da mais alta corte electoral do país é garantir isonomia entre todos os candidatos, sem favorecimento de qualquer lado político. "O que não pode acontecer é o presidente do tribunal electoral tomar partido. Sua função deve ser assegura a igualdade de procedimentos e tratamento. Todos merecem os mesmos direitos perante a justiça eleitoral", defendeu o presidente, acrescentando que a campanha petita seguirá criando mecanismos de mobilização para seus apoiadores.
A suspensão do canal foi ordenada por Nunes Marques no domingo passado, após uma solicitação da equipe de campanha do candidato do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro. Horas depois, porém, o corregedor electoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, interferiu e suspendeu a decisão do colega, determinando a reativação imediata do canal até que o mérito da questão seja analisado pelo pleno do tribunal.
Durante o evento religioso, ao lado da primeira-dama Rosângela Silva, conhecida como Janja, e de aliados políticos, Lula também aproveitou para reforçar pautas importantes de sua plataforma electoral, incluindo a proposta de acabar com a escala de trabalho seis por um e a necessidade de aprovar uma proposta de emenda à Constituição voltada para a área de segurança pública. O presidente manifestou otimismo quanto à possibilidade de vitória nas eleições que ocorrem no dia vinte e cinco de outubro.
O mandatário também comentou boatos que circulavam nas redes sociais sobre uma suposta intenção de Bolsonaro de remover o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Lula afirmou que respeita todas as tradições religiosas e garantiu que a santa permanecerá como padroeira do país enquanto ele ocupar a presidência.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1