O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou irritação com a conduta do ministro Flávio Dino durante a sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na terça-feira, conforme revelou a Folha de S.Paulo. O encontro tinha como objetivo debater a possibilidade de abrir uma investigação envolvendo o colega de Corte Alexandre de Moraes no episódio conhecido como caso Master.
A sessão foi interrompida após desentendimentos entre os ministros e um pedido de vista apresentado por Dino, o que provocou adiamento da decisão. Lula, segundo relatos de aliados, ficou insatisfeito tanto com o pedido quanto com o tom utilizado pelo colega durante a discussão.
Na visão atribuída ao mandatário, o comportamento de Dino não correspondeu à relevância do tema em debate. O presidente também esperava que o ministro, considerando seu histórico na política, demonstrasse maior sensibilidade diante das implicações do impasse.
Um aliado confirmou que essa avaliação chegou ao conhecimento de Dino, que anteriormente comandou o Ministério da Justiça durante o governo Lula antes de ocupar sua posição no STF. A assessoria do ministro afirmou, contudo, que ele nega ter recebido qualquer tipo de manifestação de contrariedade por parte do presidente.
Another source highlighted that the approach taken by Dino during the session generated unease among members of the PT party. Lula também demonstrou preocupação com o atraso na conclusão do caso e pretende buscar um diálogo com o presidente do STF, Edson Fachin, para encontrar caminhos que evitem uma demora excessiva.
Conforme as informações divulgadas, o presidente desejava que a análise sobre Moraes fosse concluída ainda na terça-feira, antes do encerramento da primeira fase das eleições municipais de 2026. Aliados do governo acreditam que a suspensão mantém a disputa entre os ministros visível e prejudica o debate político.
Segundo essas mesmas fontes, o senator Flávio Bolsonaro tem aproveitado a situação como bandeira de campanha, transformando os ataques a Moraes em um dos principais temas de sua plataforma electoral.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1