O Tribunal Superior Eleitoral registrou mais de mil pedidos de candidatura com status de indeferidos até o último sábado, dia 19, revelando um cenário de intensa movimentação jurídica antes do primeiro turno das Eleições 2026, agendado para 4 de outubro. Segundo dados oficiais da corte eleitoral, 1.101 candidaturas de candidatos titulares estavam com registro rejeitado às 17h daquele dia, sendo que mais de 800 ainda tinham prazo para apresentar recursos.
Entre os candidatos suplentes, outros 74 pedidos também constavam como indeferidos nos sistemas da Justiça Eleitoral. O panorama geral das candidaturas registradas até o momento analisado apresentava 18.835 deferidas, 166 deferidas com recurso ou em fase recursal, 361 indeferidas sem recurso, 814 indeferidas ainda passíveis de recurso, 698 renunciantes, 99 pendentes de julgamento, 7 aguardando análise e 4 canceladas.
Os partidos Democrata Cristão e Democrata concentravam o maior volume de indeferimentos entre todos os partidos, considerando tanto candidatos titulares quanto suplentes. O DC liderava com 175 registros rejeitados, seguido pelo Democrata com 157 e pelo Agir com 142. Esses números refletem a situação capturada pela Justiça Eleitoral no horário informado e podem passar por modificações conforme novos julgamentos sejam concluídos.
Entre os cargos disputados, as vagas do Legislativo dominavam a lista de indeferimentos. Para deputação federal, 484 candidaturas foram rejeitadas, enquanto para deputação estadual o número chegava a 530. Os cargos de executivo também registraram indeferimentos: 26 para governador, 20 para vice-governador e 31 para senador. Cada candidatura pode ter mais de um motivo registrado para o indeferimento, incluindo descumprimento de requisitos formais, ausência de condições de elegibilidade e problemas na regularidade partidária, federativa ou de coligação.
Um caso de destaque foi o do ex-candidato Pablo Marçal, cujo registro de chapa junto com Leonardo Avalanche, ambos do Partido Reformador Trabalhista Brasileiro, foi rejeitado pelo TSE no dia 11 de setembro. A corte eleitoral considerou que a chapa não atendia aos requisitos legais necessários. Com essa decisão, restaram 12 candidaturas oficialmente na disputa pela Presidência da República.
Os eleitores brasileiros deverão comparecer às urnas no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos candidatos para seis cargos diferentes. O funcionamento das mesas receptoras está previsto para ocorrer das 8h às 17h, respeitando o horário de Brasília. Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos em primeiro turno, um segundo turno será realizado no dia 25 de outubro para os cargos de presidente e governador.
Fonte: A TARDE