O primeiro turno da corrida presidencial de 2026 escancarou uma divisão sem precedentes no cenário político brasileiro. Enquanto o candidato do PL alcançou a liderança em 15 unidades da federação, o postulante do PT manteve sua força consolidada em 12 estados, configurando um embate que promete redefinir os contornos da disputa pelo poder executivo nacional.
Flávio Bolsonaro dominou completamente a Região Sul, levou todos os quatro estados do Centro-Oeste e os quatro estados do Sudeste. O filho do ex-presidente também conquistou quatro unidades da federação na Amazônia Legal, garantindo presença expressiva em Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins. Do outro lado, Lula repetiu a Performance histórica do Nordeste, vencendo em todos os nove estados da região: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. O mandatário ainda ampliou sua base no norte do país, superando o adversário em Pará, Amapá e Amazonas.
Os números registram contrastes dramáticos entre os extremos do território nacional. No Piauí, Lula alcançou a marca de 70 por cento dos votos válidos, consolidando a região como seu principal pilar de apoio popular. Em sentido oposto, Roraima se transformou no maior reduto bolsonarista, com aproximadamente 71 por cento dos sufrágios favoráveis. A Bahia exemplifica essa dinâmica: enquanto o candidato petita alcançou cerca de 65 por cento das preferências, o adversário ficou limitado a 30 por cento, configurando uma das maiores desigualdades regionais registradas no mapa eleitoral.
Com o segundo turno agendado para 25 de outubro, ambos os campos traçam estratégias opostas. O candidato do PL precisará romper a fortaleza nordestina e diminuir a vantagem acumulada pelo adversário na região. Do outro lado, Lula enfrenta o desafio de avançar nos grandes centros eleitorais onde seu oponente terminou à frente, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, verdadeiros campos de batalha que decidirão o futuro do país.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1