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Margem apertadíssima: disputa entre Lula e Flavio no primeiro turno bate recorde histórico

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Diferença entre Flávio e Lula é a menor da história no 1º turno em eleição presidencial — Fonte: Farol da Bahia
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A corrida pela Presidência da República em 2026 registrou o embate mais acirrado de todos os tempos em um primeiro turno desde o retorno ao regime democrático no Brasil. Com praticamente todas as urnas já computadas, o senator Flavio Bolsonaro, do PL, obteve 47,09% dos votos válidos, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, conquistou 45,08% da preferência do eleitorado.

Essa diferença de apenas dois pontos percentuais entre os dois principaispostulantes representa a menor margem já observada em mais de três décadas de eleições diretas para o cargo máximo do Executivo federal. O resultado superou o até então recorde de 2022, quando a separação entre o primeiro e o segundo colocado era de 5,23 pontos.

Como nenhum dos dois alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, o Brasil voltará às cabines de votação no dia 25 de outubro para definir, em segundo turno, quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Além dos dois líderes, outros nomes disputaram o cargo: Augusto Cury, pelo Avante, Renan Santos, pela Missão, Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Romeu Zema, pelo Novo.

A retrospectiva histórica revela que disputas tão apertadas no primeiro turno são raridades no cenário político nacional. Nas eleições de 2006, que até então detinham a segunda menor distância, Lula obteve 48,61% contra 41,64% de Geraldo Alckmin, uma diferença de quase sete pontos. Em compensação, alguns pleitos demonstraram superioridade avassaladora dos vencedores logo na primeira rodada, como ocorreu em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso conquistou 54,3% dos votos válidos ante meros 27% de Lula, estabelecendo uma vantagem de 27,3 pontos percentuais.

Desde a redemocratização, sete disputas presidenciais exigiram desempate nas urnas, e em todas elas o candidato que chegou à frente no primeiro turno acabou levando a melhor no confronto final. Este foi o caso de Collor em 1989, Lula em 2002 e 2006, Dilma em 2010 e 2014, Bolsonaro em 2018 e Lula novamente em 2022. Aliás, a eleição de 2022 proporcionou o segundo turno mais tenso da história: Lula venceu com 50,9% contra 49,1% de Bolsonaro, uma diferença de apenas 1,8 ponto. A competição mais cerrada nesse estágio havia sido em 2014, quando Dilma superou Aécio Neves por 51,64% a 48,36%, com margem de 3,28 pontos.

Fonte: Farol da Bahia

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