O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, localizado no Centro Histórico de Salvador, prepara uma extensa programação para os dias 11 a 13 de setembro. O evento, que integra o Festival da Primavera Salvador 2026, promete movimentar o espaço com exposição de arte, shows musicais e performances ao vivo.
A abertura oficial acontece com a exposição individual OMI TUTU, assinada pela artista de origem brasileira e gabonesa Hariel Revignet. A mostra reúne pinturas, esculturas e instalações em uma curadoria de Jamile Coelho. O termo iorubá que nomeia a exposição significa "água fresca" e fundamenta uma reflexão sobre migração, conexões culturais, identidade e o diálogo entre Brasil e Gabão. Algumas peças foram desenvolvidas especificamente para o espaço do museu, dialogando diretamente com a arquitetura do local.
A agenda musical abrange diversos ritmos, como samba, pagodão, rap, hip-hop, música urbana e eletrônica. Na sexta-feira, o público pode conferir apresentações de DJ Belle, Sambaiana e Taian Riachão. No sábado, sobem ao palco DJ Bruxa Braba, Afrocidade, ÂTTØØXXÁ e Sandro de Aiyê, este último com uma ação especial: durante sua performance, o artista vai esculpir uma nova obra diante dos presentes, transformando o processo criativo em parte da experiência museológica. Sandro de Aiyê é o responsável pelas peças da exposição Padê Onã – Encontrar Caminhos.
O domingo fecha o festival com uma sequência de artistas: Creator Beats, Brianny, Bruno Kroz, Evilyn, Mr. Armeng, Oquadro e Ravi Lobo. A ocupação diversificada amplia o papel do museu para além das paredes de exposição, aproximando o público das diferentes manifestações artísticas negras.
A mostra OMI TUTU pode ser visitada de 11 a 13 de setembro no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, na Rua das Vassouras, número 25, no Centro Histórico de Salvador, na Bahia.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1