Um levantamento feito por duas organizações da sociedade civil sem fins lucrativos descobriu que 56% dos programas de saúde apresentados pelos seis postulantes ao cargo de Presidente da República que detêm 2% ou mais das intenções de voto já operam dentro do Sistema Único de Saúde.
A investigação, cujos resultados foram publicados nesta quarta-feira, foi conduzida pela entidade Umane em parceria com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. Entre os principais dados encontrados, chama atenção o fato de que 95% das iniciativas apresentadas pelos candidatos demandariam verbas extras para serem implementadas. Outros 83% dos projetos dependem necessariamente de colaboração entre governos estaduais e municipais. Impressionantemente, 47% dos planos não apresentam detalhes sobre a forma como seriam efetivamente executados.
Julia Pereira, que ocupa o cargo de gerente de relações institucionais do IEPS, afirmou que diversas propostas demonstram totale desconhecimento sobre as políticas de saúde que já estão em vigor ou em andamento. Como exemplo, ela citoud a sugestão de utilizar o número do CPF como identificador no sistema público, mecanismo que já possui regulamentação desde o ano de 2025.
A especialista também alertou sobre as dificuldades financeiras que o setor enfrenta atualmente. Segundo ela, os recursos destinados à saúde já são inadequados diante das demandas existentes, e a situação pode se complicar ainda mais com iniciativas que exigem investimentos adicionais. Nesse cenário preocupante, há candidatos que defendem a extinção do valor mínimo obrigatório para investimentos em saúde ou propõe reduções nos gastos do setor.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1