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Poupar R$ 140 mensais pode garantir futuro universitário dos filhos; especialistas explicam estratégia

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Fonte: A TARDE
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A diferença entre começar a investir quando os filhos ainda são pequenos ou adiar esse planejamento pode representar uma economia significativa no orçamento familiar. Uma projeção elaborada pela XP Reve, empresa do setor financeiro, demonstra que depósitos mensais de cerca de R$ 140 durante um período de 15 anos poderiam gerar uma reserva de aproximadamente R$ 40,1 mil, considerando um cenário de rentabilidade real de 6% ao ano.

Caso a família espere apenas cinco anos antes de iniciar os aportes, o valor necessário salta para aproximadamente R$ 577 mensais para alcançar o mesmo objetivo. Os números são estimativas e não representam promessa de retorno garantido.

O tema ganha relevância nesta segunda-feira, 12 de outubro, data em que se celebra o Dia das Crianças no Brasil. A ocasião serve como lembrete sobre a importância de introduzir conceitos financeiros desde os primeiros anos de vida.

Segundo Rodrigo Icó, executivo da XP na Bahia, o tempo é o maior aliado de quem deseja construir um patrimônio para o futuro dos filhos. "Quando uma família inicia o planejamento com antecedência, sobra mais espaço para ajustar valores, redefinir metas e enfrentar diferentes fases da vida financeira. Não é preciso começar com quantias elevadas: a consistência e o horizonte de longo prazo fazem toda a diferença", detalha.

Quanto guardar conforme o curso desejado?

Os valores variam conforme a graduação escolhida, o período disponível para poupar e o rendimento dos investimentos. Na simulação da XP, considerando 15 anos de aportes e retorno real de 6% ao ano, os números estimados são: curso superior convencional, cerca de R$ 140 mensais para acumular R$ 40,1 mil; engenharia, aproximadamente R$ 202 por mês; medicina, em torno de R$ 2.861 mensais.

Os cálculos consideram médias nacionais de mensalidades e depósitos realizados ao final de cada mês. Não incluem tributos, encargos, programas de bolsas ou variações de custo superiores à inflação.

Quando iniciar a educação financeira?

Estudos conduzidos por especialistas da Universidade de Cambridge apontam que noções sobre dinheiro começam a se formar por volta dos sete anos de idade. No Brasil, os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes de 2022 revelam desafios: apenas 2% dos jovens brasileiros alcançaram o nível máximo de alfabetização financeira, enquanto a média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ficou em 11%.

Para Icó, situações do dia a dia funcionam como ferramentas práticas de aprendizado. "O fundamental é que a criança compreenda, de acordo com sua faixa etária, que o dinheiro envolve decisões, organização e metas", afirma.

Entre três e seis anos, os pais podem explorar conceitos como diferença entre necessidade e vontade. Dos sete aos 12 anos, a mesada serve como instrumento para ensinar organização e planejamento. Na adolescência, é possível incluir uso supervisionado de contas bancárias e primeiro contato com produtos de investimento.

Quais investimentos escolher?

Entre as opções disponíveis para financiar a formação dos filhos, destaca-se o Tesouro Educa+, título público direcionado ao planejamento educacional. O produto oferece remuneração atrelada ao IPCA, acrescida de taxa de juros definida no momento da aplicação. Após a fase de acumulação, o titular passa a receber quantias mensais durante cinco anos.

O Tesouro IPCA+ e planos de previdência privada também figuram entre as alternativas. A decisão deve considerar prazo, taxas, incidência de impostos, disponibilidade de recursos e perfil de tolerância ao risco.

Icó recomenda que, antes de contratar qualquer produto, a família defina o objetivo e avalie quanto consegue poupar sem comprometer gastos essenciais. "O investimento é um meio para alcançar uma meta. É fundamental ter clareza sobre o que se deseja construir para aquela criança e em qual prazo", conclui.

Fonte: A TARDE

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