A gestão municipal de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal, tem ampliado significativamente os esforços de acompanhamento e proteção do corredor verde localizado na Avenida Manoel Dias da Silva, na região da Pituba. As intervenções abrangem desde a análise individual de cada árvore até procedimentos de adubação e medidas fitossanitárias, garantindo um monitoramento contínuo de toda a área.
O projeto de arborização, colocado em prática em 2025, recebe atenção especial devido às condições ambientais locais, que incluem a proximidade com o Oceano Atlântico, a exposição constante a ventos marítimos e os efeitos da salinidade. A iniciativa também busca conter problemas recorrentes no local, como roubos de equipamentos de irrigação, remoção de estacas de sustentação e prejuízos causados por atropelamentos de veículos.
Após determinação da Secis para uma análise técnica aprofundada, a empresa contratada realizou entre os dias 22 e 28 de julho uma vistoria detalhada em 96 exemplares arbóreos. Foram examinadas quatro variedades: oitis-da-praia, guanandis, algodoeiros-da-praia e abricós-da-praia. O levantamento revelou que a maioria das árvores encontra-se em bom estado vegetativo, enquanto apenas algumas apresentam sinais de desgaste. Nenhum espécime foi considerado morto após a avaliação técnica.
O diagnóstico identificou que oito árvores, de um total de 96 analisadas, exibem sintomas de estresse fisiológico, manifestados por redução foliar, ressecamento, queda de folhas e diminuição do vigor. Os especialistas apontam como principais causas a incidência de ventos fortes, a salinidade característica da zona costeira e as dificuldades de adaptação inicial das mudas. "A arborização urbana demanda cuidado constante, especialmente em uma metrópole como Salvador, com seu clima e localização litorânea. Nosso compromisso é atuar com base técnica,acompanhar cada exemplar e implementar as medidas adequadas para oferecer as melhores condições de desenvolvimento", declarou Ivan Euler, comandante da Secis.
Como parte da estratégia de recuperação, foram aplicadas técnicas de adubação foliar por aspersão e fertilização nitrogenada no solo, visando restabelecer a vitalidade vegetativa e estimular o surgimento de novas folhas e brotos. Os desdobramentos dessas intervenções serão documentados em relatórios subsequentes. Adicionalmente, foram instalados dispositivos protetores contra ventos e spray marinho nos exemplares posicionados no início da via, favorecendo a aclimatação das espécies.
"Tratamos a revitalização dessas árvores como um processo que nunca se encerra. Plantar não é suficiente: é essencial assegurar água, nutrientes, proteção e monitoramento constante. Por essa razão, a Prefeitura está cobrando e fiscalizando as medidas cabíveis, com avaliações técnicas individualizadas e novas verificações para acompanhar a evolução de cada exemplar", complementou o Secretário.
O acompanhamento também leva em conta fatores externos. De acordo com os registros técnicos encaminhados à Secis, quase a totalidade das estacas de madeira utilizadas como apoio foi subtraída, restando apenas 16 unidades. Também foram registradas desaparelhamentos de 19 bolsas de irrigação, além de outras 12 que já haviam sido repostas anteriormente. Os danos causados por veículos também merecem destaque: duas árvores foram substituídas após colisões registradas neste ano, e em maio uma terceira precisou ser reerguida após ser atingida por uma motocicleta.
A conservação do espaço ocorre de maneira permanente. Profissionais capacitados realizam a fiscalização dos exemplares, com serviços de limpeza e poda de formação mensalmente. A irrigação é efetuada três vezes por semana, seguindo cronograma estabelecido.