Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, entrou com uma representação criminal contra Glenda Varotto, ex-integrante do Movimento Brasil Livre, na Polícia Federal de São Paulo. A iniciativa aconteceu após a circulação de gravações nas quais a jovem, chamada nas redes de Espectro Cinza, aparece comentando sobre a possibilidade de matar o presidenciável.
Conforme informações da investigação, o pedido foi protocolado no dia 27 de agosto e tramita atualmente sob sigilo. O material apresentado inclui os áudios que passaram a circular em plataformas digitais, além de outras provas que sollen identificadas pela defesa do candidato.
Nas gravações, que teriam sido feitas ao longo de vários meses, Glenda conversa com pessoas próximas e manifesta intenção de prejudicar a vida pública de Renan. Em determinados trechos, ela discute estratégias para associá-lo a ideias nazistas e menciona que não enfrentaria consequências graves por ser mulher e branca.
Em um vídeo publicado nas redes sociais após a divulgação do material, o candidato explicou sua versão dos fatos. Segundo ele, Glenda teria tentado se aproximar pessoalmente e, após ser recusada, passou a arquitetar mentiras para destruir sua reputação.
Ela chegou a participar do Movimento Brasil Livre porque o grupo optou por manter uma postura aberta a diferentes pensamentos. Durante esse período, apresentou-se como defensora do diálogo. No entanto, minha recusa em aceitar um relacionamento pessoal triggerou uma reação extremada por parte dela, declarou o presidenciável.
Renan também relacionou o episódio a outros antigos membros do movimento que romperam laços com a organização. O nome do youtuber Nando Moura foi mencionado, assim como os ex-integrantes Costenaro e Ben Pontes. O candidato afirmou que essas pessoas compartilham problemas psicológicos e buscam vingança por não terem recebido atenção ou reconhecimento que julgavam merecer.
As acusações de nazismo seriam, de acordo com o presidenciável, parte de um plano para criar uma imagem negativa dele perante a sociedade e incitar alguém a comete violencia. Ele garantiu que novos materiais serão divulgados nos próximos dias para corroborar suas afirmações.
Glenda Varotto, por sua vez, negou que tivesse planos concretos de attingir Renan. Em entrevista, ela explicou que as falas registradas foram expressões emocionais feitas durante discussões internas do grupo e que não representam suas verdadeiras intenções. A jovem também apontou que membros do MBL estariam promovendo uma campanha para manchar sua reputação após sua saída do movimento.
Fonte: A TARDE