Gestores e especialistas da área de saúde de Salvador se reuniram nesta semana para debater novas estratégias de combate às hepatites virais. O evento aconteceu nos dias 7 e 8 de março no Espaço Cultural Makota Valdina, reunindo profissionais da assistência e da Vigilância em Saúde para discutir caminhos que levem à eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.
Durante a oficina, os participantes trabalharam na integração entre diferentes setores da saúde municipal, com ênfase em ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento. O encontro permitiu mapear os principais desafios da rede de atenção, além de traçar estratégias conjuntas para ampliar a testagem, a vacinação e o acompanhamento dos pacientes diagnosticados.
Entre os assuntos abordados, destacam-se o panorama epidemiológico das hepatites virais na capital baiana, o acompanhamento de indicadores de saúde, a articulação entre a Vigilância em Saúde, a Atenção Primária e os serviços especializados. Também foram debatidas ações voltadas para populações em maior situação de vulnerabilidade.
A coordenadora de Apoio das Ações de Vigilância da SMS, Ana Leiro, destacou a importância da união entre os profissionais para transformar os desafios identificados em ações efetivas. Segundo ela, a eliminação das hepatites virais depende de uma rede articulada, capaz de identificar casos precocemente, garantir o tratamento adequado e acompanhar cada paciente. "Encontros como este são fundamentais para avaliarmos o que já fazemos, identificarmos as dificuldades e pensarmos em novos caminhos para alcançar as metas de eliminação", afirmou.
A programação incluiu ainda mesas-redondas sobre a integração dos serviços de saúde e conferências dedicadas ao percurso entre o diagnóstico e a cura dos pacientes no território municipal.