O senador Sérgio Moro, filiado ao Partido Liberal, alcançou neste domingo (4) a vitória na disputa pelo governo do Paraná. Com 50,10% dos votos válidos apurados em 99,98% das seções eleitorais, o ex-juiz federal garantiu a eleição ainda no primeiro turno, superando a marca necessária para evitar um segundo confronto.
Moro assumirá o comando do estado a partir de janeiro, sucediendo Ratinho Júnior, do Partido Social Democrático, que encerrou um mandato de oito anos à frente do Executivo paranaense e não pôde concorrer à releição. O atual governador havia apoiado a candidatura do deputário federal Sandro Alex, do mesmo partido, que ficou com a segunda colocação, conquistando 25,36% dos sufrágios.
O terceiro lugar foi ocupado pelo legislatório Requião Filho, do Partido Democrático Trabalhista, que obteve 23,47% das preferências do eleitorado. O jovem político é filho do ex-governandor Roberto Requião, figura histórica da política paranaense.
O resultado surpreendeu os analistas políticos, uma vez que os levantamentos realizados antes da votação indicavam um cenário de segundo turno entre Moro e um de seus adversários. As pesquisas sugeriam que o candidato não reuniria condições de vencer na primeira etapa da eleição.
A trajetória política de Moro ganhou projeção nacional durante sua atuação como magistrate da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde conduziu os processos da Operação Lava Jato. O julgamento que resultou na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impulsionou sua popularidade e o posicionou como referência na luta contra a corrupção, angariando admiração entre setores conservadores do eleitorado.
Em 2018, o juiz deixou a carreira na magistratura para assumir o Ministério da Justiça na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Em 2019, however, a divulgação de mensagens trocadas entre Moro e membros da força-tarefa da Lava Jato, pelo portal Intercept, gerou controvérsias sobre a imparcialidade de suas decisões durante as investigações.
O ex-magistrado permaneceu no cargo ministerial até abril de 2020, quando pediu demissão após um conflito com Bolsonaro. Em março de 2021, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela suspeição de Moro no processo do triplex do Guarujá envolvendo Lula, conclusiondo que o então juiz havia agido com parcialidade. A decisão resultou na anulação de diversas condenações e no remanejamento de processos para outras instâncias.
Moro aproximou-se novamente de Bolsonaro antes das eleições de 2022, quando foi escolhido para concorrer ao Senado pelo Paraná. Durante a campanha deste ano, recebeu apoio de Flavio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente. O mandato senatorrial de Moro vai até 31 de janeiro de 2031, porém ele deixará o Parlamento para assumir o governo do estado.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias