O trecho que separa a Ilha de Itaparica do vilarejo de Mutá, em Jaguaripe, foi palco de mais uma edição da Ultramaratour, evento que desafiou mais de 50 competidores a enfrentar um percurso de 16 quilômetros em águas abertas. A competição, dividida em categorias individuais e de revezamento, voltou a unir atletas de diferentes faixas etárias em um dos eventos mais exigentes do calendário esportivo baiano.
As condições climáticas tornaram a travessia ainda mais desafiadora. Chuva, ventos fortes e ondas constantes testaram o limite dos participantes ao longo de todo o trajeto. A organização da prova, responsabilidade da Ambiance Esporte Produções e Eventos em conjunto com as prefeituras locais, contou com acompanhamento de segurança durante todo o percurso.
Na classificação geral masculina, Márcio Renan, representante da categoria Sênior E, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo de 4 horas e 29 minutos. Entre as mulheres, Sofia Fontes, da categoria Juvenil, garantiu o título absoluto ao completar a travessia em 5 horas e 20 minutos. A veterana Desiree Dalia, aos 70 anos, chamou a atenção ao ficar com a segunda colocação entre as femininas, demonstrando que o esporte não reconhece limites de idade.
No entanto, foi a turma mais jovem quem chamou atenção na prova de revezamento. A equipe chamada Verde, composta por quatro atletas mirins da Ambiance, levou o título da modalidade. Isaac Cogo, de 12 anos, Noah Cesaroni, de 11 anos, Benjamin Prince, de 13 anos, e Augusto Cogo, de 14 anos, navegaram juntos pelos 16 quilômetros em 4 horas e 27 minutos, superando inclusive o tempo do campeão individual masculino.
Bruno Riella, cérebro por trás do evento, não ficou apenas na coordenação. O organizador entrou na água e completou o desafio ao lado dos demais competidores, finalizando na segunda posição geral masculina, empatado no tempo com o vencedor. Para ele, a experiência de participar diretamente da travessia foi única. “É uma emoção muito grande idealizar uma prova como essa, trabalhar para que tudo aconteça e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de entrar na água e viver o desafio junto com os atletas. Foram 16 quilômetros muito difíceis, com muita ondulação, chuva e vento. Chegar em Mutá e ver a festa preparada para receber os atletas foi uma sensação indescritível”, completou.
Após horas de esforço, os sobreviventes da travessia foram calorosamente recebidos pela comunidade local. Mutá preparou uma celebração especial para marcar o encerramento da competição, reunindo atletas, organizadores e moradores em uma festa que celebriu a superação e o espírito esportivo. A edição consolida o evento como referência em esportes aquáticos de longa distância no interior baiano.
Fonte: A TARDE