O senador baiano Jaques Wagner, que garantiu a recondução ao cargo pelo PT, lançou um apelo direto aos brasileiros: é fundamental analisar minuciosamente as trajetórias de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro antes de definir o voto no segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista concedida ao portal A TARDE na quinta-feira, 8, o parlamentar reforçou a importância de contrastar as atuações dos dois candidatos ao longo de suas vidas públicas.
Segundo Wagner, a comparação deve abranger desde indicadores econômicos até políticas sociais implementadas. O senator pediu que os eleitores observem dados como a evolução da inflação, os índices de desemprego e os investimentos realizados no país durante cada gestão. Wagner também destacou programas como o "Minha Casa, Minha Vida" e afirmou que a administração atual ampliação significativamente a oferta de moradias para a população.
"Não é preciso ser adepto fervoroso de ninguém. Mas coloquem os dois lado a lado, analisem o histórico de cada um e vejam o que cada um realizou", declarou Wagner. O socialista também cuestionou as realizações de Bolsonaro ao longo de seus mandatos no Senado, pedindo que fossem apresentados os projetos concretos alcançados pelo candidato.
Sobre a abstenção verificada no primeiro turno, Wagner defendeu que a mobilização dos faltantes deve ocorrer por meio da apresentação clara de propostas e da comparação objetiva entre os candidatos, sem recorrer a ataques pessoais. O senator expressou confiança de que é possível conquistar os milhões de eleitores que não compareceram às urnas inicialmente.
"Se conseguirmos despertar essa consciência, mostrando o currículo real de cada um, sem insultos, acredito que superaremos a diferença de dois milhões de votos registrada no primeiro turno", completou.
No campo das relações exteriores, Wagner lembrou que o Brasil ampliou sua presença diplomática mundial durante a gestão do atual governo. O tema das terras raras também foi abordado pelo senator, que defendeu investimento em processamento desses minerais estratégicos em solo brasileiro, agregando valor à exportação.
"Vamos vender apenas a matéria-prima ou vamos atrair empresas de tecnologia para beneficiar esses recursos aqui dentro?", questionou. Wagner ainda citadou a cadeia produtiva do cacau baiano como exemplo de como agregar valor aos recursos naturais pode impulsar o desenvolvimento industrial.
Por fim, o senator criticou duramente declarações atribuídas a Bolsonaro durante viagem aos Estados Unidos. Na visão de Wagner, criticar o próprio país no exterior compromete a capacidade do candidato de assumir a Presidência.
"Francamente, não consigo enxergar qualquer autoridade moral em Bolsonaro para comandar o Brasil após ele viajar até os Estados Unidos e falar mal da nação que pretende governar", finalizou.
Fonte: A TARDE