Os casos de violência direcionados a pessoas com deficiência em Salvador registraram um crescimento expressivo, segundo dados oficiais. Em apenas doze meses, o número de denúncias cresceu 13%, segundo estatísticas divulgadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Mulher.
Há, porém, uma ressalva importante a considerar: especialistas alertam que o aumento pode não refletir necessariamente mais agressões, mas sim uma melhoria nos mecanismos de registro e acolhimento às vítimas. Mesmo assim, as autoridades reconhecem que os números ainda devem estar muito aquém da realidade, dado o submundo de silêncio que cerca grande parte desses episódios.
A história de Cláudio Rafael Landeiro ilustra a gravidade da situação. Ele foi espancado e abandonado sem qualquer consideração humana. Estela França, mãe de três filhos com deficiência intelectual, relata o terror diário de viver em uma sociedade que demonstra cada vez menos compaixão. Um de seus filhos foi insultado com xingamentos ao simplesmente ocupar um assento destinado a pessoas que precisam de atenção prioritária.
Para analistas, o cenário revela uma face sombria dos tempos atuais: uma cultura dominada pelo egoísmo, onde a crueldade parece ter se tornado uma forma de diversão para parte da população. A indiferença social permite que tais atrocidades ocorram e se repitam, sem que os agressores enfrentem qualquer.TYPE meaningful consequence.
Fonte: A TARDE