Os motociclistas que trabalham com aplicativos de entrega em Salvador paralisaram suas atividades nesta terça-feira (1º) para participar de uma mobilização nacional. O movimento, chamado de "Breque Nacional dos Apps pela MP da Taxa Mínima", tem como objetivo cobrar das plataformas digitais melhores valores pelas entregas e condições mais justas de trabalho.
A categoria também defende que pekerjaadores de transporte de passageiros por moto participem do movimento. Em Salvador, a convocação foi feita pelo coletivo Família Motoboy SSA, que mobilizou profissionais de diversas regiões da cidade para aderir à paralisação.
Além da capital baiana, entregadores de outras cidades como Feira de Santana, Campinas, Sorocaba, Anápolis, Goiânia e Brasília também participam das manifestações. A principal reivindicação é a criação de um piso mínimo de R$ 10 para corridas de até 4 quilômetros, com um adicional de R$ 2,50 por cada quilômetro que exceder esse limite.
Os trabalhadores também rechazam algumas modalidades praticadas pelas plataformas, como o sistema chamado de +Entregas, no qual o profissional precisa atuar em áreas e horários pré-determinados pela empresa. Outra queixa é relacionada à modalidade Fim de Semana Turbinada, que a categoria considera prejudicial aos seus interesses.
Na esfera legislativa, os motociclistas de Salvador podem conquistar uma importante conquista. Tramita na Câmara Municipal um projeto de lei de número 215/2026, de autoria do vereador Téo Senna (PSDB), que obrigaria as empresas de aplicativos a contratarem seguro de vida e acidentes pessoais para todos os profissionais cadastrados.
De acordo com a proposta, a cobertura do seguro deverá estar válida durante todo o período em que o motociclista estiver conectado ao aplicativo em modo de trabalho, incluindo o tempo de espera por pedidos. A medida visa proteger os profissionais que enfrentam riscos diários no trânsito.
Os vereadores de Salvador também aprovaram o Projeto de Lei PLE-392/2025, que busca regulamentar as entregas por aplicativos em condomínios residenciais e comerciais da cidade. A proposta ainda precisa passar por análise e sanção do prefeito Bruno Reis para entrar em vigor.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias