A montadora alemã Volkswagen começou a aceitar encomendas do Golf Hybrid R-Line no mercado europeu. O modelo, que custa a partir de 41.400 euros na Alemanha, ocupa um espaço intermediário na linha de veículos eletrificados da marca, ficando entre as versões eTSI de híbrida leve e as opções eHybrid e GTE, que exigem recargas na tomada.
A motorização combina um propulsor 1.5 TSI a combustão com dois motores elétricos e uma bateria de 1,6 kWh de capacidade. O conjunto entrega 170 cavalos de potência máxima e 31,5 kgfm de torque. Os números de consumo homologados indicam valores entre 19,6 e 21,7 quilômetros por litro, conforme o ciclo brasileiro de testes.
O sistema de propulsão funciona de forma totalmente automática em três configurações distintas. No modo puramente elétrico, o hatchback circula em velocidades baixas com o motor a combustão completamente inativo. No modo série, o propulsor térmico entra em funcionamento apenas para acionar um gerador que alimenta os motores elétricos responsáveis pela tração. Já no modo paralelo, acima dos 60 km/h, o motor a combustão assume a condução principal enquanto os componentes elétricos auxiliam nas acelerações.
A arquitetura mecânica deste Golf serve como base tecnológica para o Projeto Saga, nome interno dado ao futuro sucessor do Taos, SUV atualmente produzido pela montadora no Brasil. A Volkswagen confirmou que utilizará a plataforma MQB para fabricar utilitários esportivos híbridos flexíveis na unidade de Anchieta, no estado de São Paulo.
O sistema híbrido dispensa completamente a necessidade de conexão externa à rede elétrica. A recuperação de energia ocorre exclusivamente por meio do sistema de frenagem regenerativa, que captura a energia normalmente perdida durante desacelerações e frenagens. As versões adaptadas para o mercado nacional, incluindo a calibração para funcionar com etanol ou gasolina, ainda aguardam anúncios oficiais da empresa.
Fonte: A TARDE