O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, esteve presente na noite desta terça‑feira, 1º, em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, onde pediu o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, vinculado ao chamado caso Master.
Na segunda‑feira, 31, Toffoli havia determinado a suspensão da candidatura de Renan e vetado o uso de redes sociais pelo candidato, além de impedir sua participação em sabatinas e debates. A justificativa do ministro foi de que a campanha havia utilizado 16 perfis irregulares nas redes, o que violaria a legislação eleitoral e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral que obrigam a declaração de todos os perfis no momento do registro da candidatura.
Nesta terça, porém, Toffoli recuou e liberou o uso das redes sociais, a participação em debates e sabatinas, bem como o acesso ao fundo eleitoral. Segundo o ministro, a medida cautelar visava apenas congelar a situação irregular enquanto a Justiça Eleitoral investigava os perfis declarados posteriormente. A equipe de Renan forneceu os dados solicitados, como data de criação e uso das contas, e o processo foi enviado à Procuradoria‑Geral Eleitoral, que pode avaliar o caso e decidir por sanções.
Antes da reviravolta, o candidato afirmou que descumpriria as restrições, dizendo que a decisão era ilegal e que não reconhecia o ministro como legítimo. Durante o ato, Renan anunciou que também cobraria o afastamento de Alexandre de Moraes, outro ministro do STF, após a revelação de conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Fonte: A TARDE