A Defesa Civil de Salvador prepara mais duas etapas do Projeto Mobiliza, programa que transforma moradores em agentes de prevenção contra desastres. Os encontros estão programados para os dias 16 e 17 de setembro, com aulas teóricas e práticas voltadas à identificação de perigos e atuação em momentos críticos.
A primeira etapa ocorre no dia 16, das 8h às 12h, no auditário da sede da Codesal, na Avenida Manoel Ferreira, número 80, no bairro do Bonocô, ao lado da unidade da Holambelo. Nessa data, estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado da Bahia receberão a capacitação. No dia seguinte, 17 de setembro, no mesmo horário, o evento será repetitions no campus da Universidade Salvador localizado na Lapa, em Nazaré.
As vagas são gratuitas e limitadas, direcionadas a qualquer pessoa com 16 anos ou mais, sem qualquer tipo de vínculo empregatício com os realizadores. Os participantes aprenderão a reconhecer sinais de instabilidade em edificações, compreender os efeitos das alterações climáticas e adotar medidas de segurança antes que ocorrências perigosas se agravem.
Desde seu lançamento em 2018, o Mobiliza já beneficiou mais de quatro mil participantes, formando uma rede de olho atento espalhada por toda a capital baiana. O programa contempla quatro frentes de ensino: noções básicas sobre o trabalho da Defesa Civil; desenvolvimento da percepção de risco; estudo das mudanças climáticas e suas consequências; e técnicas fundamentais de primeiros socorros.
Segundo Adriano Silveira, diretor da Defesa Civil de Salvador, ao capacitar voluntários, a instituição estende sua atuação para todos os cantos da cidade, permitindo que cada cidadão engajado multiplique o conhecimento entre familiares, amigos e vizinhos. Hugo Fábio Júnior, gerente de prevenção da pasta, reforça que quando alguém aprende a distinguir uma rachadura simples de um problema estrutural grave, a proteção se estende a toda uma comunidade.
Carlos Cézar Oliveira, coordenador do Mobiliza, destaca que o projeto visa desmistificar a ideia de que a Defesa Civil age apenas em grandes tragédias. Para ele, o trabalho diário é fundamentado na prevenção, e essa cultura deve começar pela informação acessível a todos os públicos.