Início Internacional Líder iraniano dispara contra Washington e Tel Aviv na tribuna da ONU e exige justiça para Palestina
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Líder iraniano dispara contra Washington e Tel Aviv na tribuna da ONU e exige justiça para Palestina

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Fonte: Últimas Notícias - Metro 1
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, subiu ao púlpito da Organização das Nações Unidas na última quarta-feira (23) para um pronunciamento de tom incisivo, no qual apontou os Estados Unidos e Israel como responsáveis por atos de terrorismo internacional. A manifestação aconteceu um dia após o presidente norte-americano, Donald Trump, direcionar críticas ao governo iraniano durante sua fala na mesma assembleia.

Diante do cenário de tensão diplomática, Pezeshkian revelou ter reescrito parte de seu discurso após acompanhar as declarações do mandatário americano. Em resposta direta às acusações de terrorismo formuladas por Trump, o líder iraniano não hesitou e classificou Washington e Tel Aviv como os "verdadeiros" terroristas, argumentando que ambas as nações atacam civis e descumprem as normas internacionais.

A hostilidade entre as delegações ficou visível: os representantes norte-americanos abandonaram seus assentos e permaneceram em pé durante toda a intervenção do presidente iraniano. No pronunciamento, Pezeshkian sustentou que não existe possibilidade de resolução para os conflitos no Oriente Médio sem uma saída considerada justa para os povos palestino.

No tocante ao polêmico programa nuclear iraniano, o presidente descartou qualquer possibilidade de avanço por meio da força militar. Para embasar seus argumentos, ele apresentou imagens durante o discurso, incluindo um pôster do ex-líder supremo Ali Khamenei, falecido em 28 de fevereiro, justamente no primeiro dia dos ataques perpetrados por Estados Unidos e Israel. Também foram exibidas fotografias de crianças de uma escola que, segundo ele, teria sido devastada por bombardeios norte-americanos.

Em um gesto de aparente distensão, Pezeshkian assegurou que Teerã não considera os países do Golfo Pérsico como adversários. O pronunciamento ocorreu horas depois de um encontro reservado entre o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, focado nas possibilidades de encerrar a guerra. Trump classificou a reunião como "muito boa", mas nenhum detalhe foi tornado público.

Fonte: Últimas Notícias – Metro 1

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