Você cumpre suas obrigações, entrega tudo no prazo e mesmo assim sente que seu emprego pode estar ameaçado? Essa sensação, embora angustiante, tem fundamento na realidade do mercado de trabalho. O bom desempenho não é o único critério que as empresas consideram para manter um profissional em seu quadro de funcionários.
Segundo Caroline Vilas Bôas, empresária especializada em posicionamento público e gestão de reputação profissional, uma demissão pode ocorrer por diversos motivos que não estão necessariamente ligados à qualidade do trabalho entregue. "A forma como a organização funciona evolui constantemente, e nem sempre isso depende do colaborador", observa.
Entre os aspectos que podem levar à demissão estão dificuldades de integração com a equipe, descumprimento de normas internas e padrões recorrentes de comportamento inadequado. Mas como identificar os sinais de que algo não vai bem?
Não existe um comportamento isolado capaz de indicar que a demissão está próxima, mas algumas mudanças na rotina profissional merecem atenção. A diminuição da participação em projetos relevantes, a perda de responsabilidades, a redução do contato com a liderança e cobranças constantes sobre entregas ou atitudes podem sinalizar problemas na relação profissional.
Caroline alerta, contudo, que o trabalhador deve observar o padrão geral dessas mudanças, em vez de interpretar qualquer ajuste isolado como ameaça. "O fundamental é perceber quando existe uma tendência, não reagir a cada modification", recomenda.
Mesmo profissionais com resultados excepcionais podem ser desligados quando apresentam conflitos com a cultura organizacional ou dificuldade para se ajustar a novas realidades. Situações como reestruturações também podem resultar em desligamentos de colaboradores que ottenham bom desempenho, simplesmente porque a operação da empresa sofreu alterações.
Para quem deseja manter o emprego, é importante compreender que entregar bem uma tarefa específica não anula a avaliação dos demais aspectos profissionais. Comportamentos que podem prejudicar incluem descumprir acordos de forma repetida, rejeitar orientações de superiores, gerar conflitos desnecessários, evitar assumir erros próprios e resistir constantemente a inovações.
Receber críticas ou orientações construtivas, por outro lado, não deve ser interpretado como sinal de despedida iminente. Essa conversa pode representar exatamente a chance de corrigir rumos antes que a situação se agrave.
Outra dúvida frequente é se questionar decisões da empresa ou negociar salários pode colocar o emprego em risco. Segundo a especialista, fazer uma solicitação ou apresentar discordância não deveria, por si só, representar ameaça à permanência. As expectativas dos trabalhadores vão além da remuneração e incluem condições de trabalho, autonomia, oportunidades de crescimento, respeito e flexibilidade.
Fonte: A TARDE