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Ministério Público baiano apresenta denúncia contra cinco soldados por morte de homem atraído por armadilha virtual

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Fonte: A TARDE
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O Ministério Público do Estado da Bahia ofereceu nesta quinta-feira, 8, denúncias criminais contra cinco policiais militares suspeitos de envolvimento no assassinato de Uanderson Novaes Ventura. O crime aconteceu no dia 12 de abril de 2019, no município de Brumado, região sudoeste do estado.

Os militares investigados são Milton Ferraz de Andrade Júnior, Wendel Leão Ribeiro, Wandenberg Santos Marques, Cristiano dos Santos Moreira e Elton Silva Queiroz. As acusações incluem homicídio qualificado, prisão ilegal e falsificação de provas.

As denúncias foram apresentadas pela 4ª Promotoria de Justiça de Brumado em parceria com o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública. Enquanto uma das ações foi encaminhada ao Tribunal do Júri, a outra seguiu para a Justiça Militar.

Conforme as apurações ministeriais, os policiais montaram uma armadilha para atrair a vítima até a área do Centro de Atenção Integral à Criança, utilizando uma conta falsa na internet com o nome fictício de "Viviane Santos" para combinar um encontro romântico.

A vítima compareceu ao local sem qualquer tipo de arma. Após erguer as mãos em sinal de rendição mediante ordem dos agentes, foi alcanzado por onze disparos de arma de fogo disparados por dois dos suspeitos, de acordo com o laudo de exame necroscópico.

A documentação da promotoria também revela que dois adolescentes que se encontravam nas imediações foram coagidos a permanecer dentro da guarita da escola durante toda a ação. Os jovens ficaram sob custódia armada até que os tiros fossem disparados e o corpo fosse removido. Posteriormente, teriam sofrido ameaças para que não comentassem sobre o presenciado.

Após o crime, os investigados ainda teriam modificado intencionalmente a cena do assassinato para criar a falsa impressão de confronto armado, apresentando a morte como resultado de reação policial legítima. Provas técnicas e relatos de testemunhas confirmam a versão da emboscada planejada.

Na esfera militar, o Ministério Público pediu a condenação dos envolvidos pelas acusações de encarceramento arbitrário e falsificação documental. A promotoria solicitou ainda a demissão dos cargos públicos e a definição de indenização mínima aos familiares da vítima. Os Autos foram encaminhados à corregedoria da corporação para procedimentos administrativos. Milton Ferraz de Andrade Júnior, que já estava detido preventivamente devido a outro processo, teve pedido de manutenção da prisão ratificado. Os demais suspeitos tiveram impedida qualquer comunicação com os parentes de Uanderson e com as testemunhas do caso.

Fonte: A TARDE

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