A Organização Mundial da Saúde definiu um objetivo ambicioso para a próxima década: garantir que todas as nações consigam identificar possíveis pandemias em no máximo 24 horas após o surgimento de uma ameaça à saúde pública. A meta, prevista para ser alcançada até 2030, foi apresentada durante a Cúpula Mundial da Saúde realizada em Berlim, na Alemanha.
O plano contempla a utilização de sistemas de inteligência artificial capazes de monitorar simultaneamente milhares de fontes de informações abertas, identificando sinais que possam indicar riscos sanitários emergentes. Além disso, a estratégia prevê a expansão do sequenciamento genético e das técnicas de bioinformática, ferramentas essenciais para reconhecer novos agentes infecciosos e acelerar a criação de diagnósticos, tratamentos e imunizantes.
Outra frente de atuação envolve a formação de uma rede internacional composta por mais de dois mil profissionais especializados em modelagem estatística e ciência de dados, prontos para auxiliar na resposta imediata diante de novos desafios sanitários. O Centro de Inteligência sobre Pandemias e Epidemias, instituição criada em 2021 em resposta às lacunas reveladas pela crise da Covid-19, também pretende ampliar seus programas de monitoramento conjunto, já ativos em mais de 83 nações, além de desenvolver plataformas digitais seguras para facilitar a troca internacional de dados.
Em paralelo, o falecimento de uma pesquisadora de 28 anos que atuava em um centro de estudos sobre a peste na Sibéria gerou preocupação internacional quanto a um possível caso de peste pneumônica na Rússia. A causa da morte ainda não foi confirmada como infecção pela bactéria Yersinia pestis, e a OMS solicitou esclarecimentos adicionais às autoridades russas para avaliar os potenciais riscos à saúde pública global.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias