O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal para entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um volumoso acervo de provas referentes à investigação sobre o Banco Master. Os documentos contêm referências a integrantes do tribunal e foram obtenidos a partir de aparelhos celulares de Daniel Vorcaro, antigo proprietário da instituição financeira, e de Fabiano Zettel, seu cunhado.
Fachin declarou que todos os elementos pertinentes devem ser rigorosamente apurados, sem que nenhuma pessoa seja poupada das investigações. A corporação federal espera que a apresentação dessas provas contribua para dissipar dúvidas sobre as menções a magistrados e diminuir as controvérsias que envolvem o caso.
As informações abrangem pelo menos seis dos dez ministros que compõe a Suprema Corte, incluindo parentes de membros do tribunal. O material também faz referências a autoridades do Superior Tribunal de Justiça. A confecção de relatórios individualizados para cada ministro ficará sujeita a uma deliberação do próprio Supremo.
Em fevereiro último, Fachin já havia recebido um levantamento preliminares de aproximadamente duzentas páginas, extraídas do celular de Vorcaro, nas quais constavam menções ao ministro Dias Toffoli. O dossiê reunia registros de reuniões, intercâmbio de mensagens sobre pagamentos e diálogos relativos a empresa pertencente à família do ministro e ao resort Tayayá, estabelecimento localizado no estado do Paraná.
Após essa primeira entrega, Toffoli pediu para se afastar da relatoria dos processos vinculados ao Banco Master, que acabaram redistribuídos para o ministro André Mendonça. A presente entrega acontece em um momento marcado por rusgas internas na mais alta instância do Judiciário brasileiro.
No mês de setembro, Mendonça decidiu quebrar o sigilo de um relatório elaborado pela Polícia Federal que documentava encontros entre o colega Alexandre de Moraes e Vorcaro, o que intensificou a tensão entre os dois ministros. Diante desse cenário, Fachin instituiu uma apuração própria para colher explicações dos magistrados envolvidos, do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e do próprio diretor da PF.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1