O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar duramente o candidato do PL, Flavinho Bolsonaro, durante o confronto presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23). O mandatário acusou o oponente de manter vínculos com grupos de milicianos e defendeu que a sociedade conhece essa suposta ligação.
Ao rebater o adversário durante o debate, Lula fez referência aos pronunciamentos proferidos por Flavinho quando ainda ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente, o então diputado estadual teria feito discursos em defesa de membros de milícias e ainda teria concedido honrarias a esses indivíduos.
"A população acompanha os pronunciamentos dele na Assembleia defendendo miliciano", declarou Lula durante o programa. O chefe do Executivo também chamou atenção para a concessão de títulos de cidadania e para a contratação de parentes de pessoas que, conforme sua narrativa, estariam vinculadas ao grupo político do adversário.
"Todo mundo reconhece quem você realmente é. E essa bravata de que vai realizar tantas coisas, ao final não passa de ameaça vazia, pois quem mais fala menos executa", completou o presidente.
O embate verbal sobre a suposta relação com milícias aconteceu enquanto os candidatos discutiam a morte de Ana Clara, criança de apenas cinco anos baleada por um projétil de fuzil durante operação policial em Niterói, na região metropolitana do Rio. Flavinho informou que iria auxiliar a mãe da menina a localizar o responsável pelo disparo e defendeu que o policial militar indiciado provavelmente não seria o autor do tiro fatal.
O parlamentario alegou que o óbito aconteceu em meio a um confronto armado dentro de uma comunidade afetada pela violência e atribuiu o problema à atuação do comércio ilícito de entorpecentes e à chegada indiscriminada de armamentos ao território nacional.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1