Dados da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal revelam que a capital baiana alcançou a marca expressiva de 14 mil esterilizações cirúrgicas em animais domésticos entre janeiro e junho deste ano. O programa, implantado em 2013, opera por meio da Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal e mantém três estabelecimentos de saúde contratadas nos bairros de Stella Maris, Graça e Brotas, além de três veículos adaptados que percorrem diversas regiões da cidade.
As chamadas clínicas fixas realizam aproximadamente 1.400 procedimentos mensais, enquanto cada unidade móvel executa em torno de 700 castrações por mês. Para acessar o serviço nas clínicas, o proprietário do animal precisa ter cadastro no Sistema Único de Saúde vinculado ao município e agendar previamente pelo endereço eletrônico disponibilizado pela gestão. O atendimento nesses locais ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 10h.
Nos Castramóveis, como são conhecidos os veículos itinerantes, o atendimento funciona por ordem de chegada, das 8h às 11h, com distribuição limitada de senhas. Para felinos, são disponibilizadas 40 vagas às segundas, quartas e sextas-feiras. Já para cães, são oferecidas 30 fichas nas terças e quintas-feiras. Cada unidade permanece em um bairro durante um mês, podendo ter a permanência prorrogada em regiões com maior necessidade. Atualmente, os equipamentos atendem nos bairros de São Marcos, Lobato e Cajazeiras.
Para submeter o animal ao procedimento, é exigido que ele tenha entre seis meses e cinco anos de idade, apresente boas condições clínicas e observe jejum absoluto de alimentos e líquidos por um período de 10 a 12 horas, exigência necessária para a aplicação da anestesia. A responsável pela Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal, Amanda Moraes, enfatizou a relevância da iniciativa para o ordenamento populacional dos animais.
“Ao controlarmos esses bichos, inclusive aqueles que vivem sem acompanhamento, conseguimos reduzir significativamente a presença deles nas ruas”, explicou a Diretora. Ela também lembrou dos benefícios sanitários da cirurgia. “A intervenção ajuda a evitar diversos problemas de saúde, incluindo tumores, tanto em machos quanto em fêmeas”, completou.
Embora o programa seja direcionado a animais com proprietários, protetores autônomos frequentemente resgatam bichos abandonados e os conduzem até os Castramóveis ou clínicas credenciadas. Contudo, um desafio persiste: cada esterilização precisa estar atrelada a um número de CPF. Amanda pontuou que a ausência de um responsável para acompanhar a recuperação pós-cirúrgica dificulta o atendimento de animais de rua.
A administração municipal também dispõe do programa CED, sigla que significa Captura, Esterilização e Devolução, voltado especificamente para bichos que habitam vias públicas. A ação funciona mediante chamada pública para que entidades sem finalidade lucrativa realizem a captura, a cirurgia, os cuidados no pós-operatório e o retorno dos animais aos locais originais de vivência.