A política no município de Andorinha, localizado no norte da Bahia, vive um momento de intensa tensão entre os principais gestores da cidade. O vice-prefeito Vagner Lavor, filiado ao MDB, protagonizou uma polêmica ao se negar a devolver um automóvel que estava sob sua responsabilidade, provocando uma crise institucional que mobilizou toda a administração pública municipal.
Segundo informações obtidas com fontes que pediram para não ser identificadas, o embate entre Lavor e o prefeito Adilberto Evangelista, do Podemos, tem raízes em divergências administrativas e pretensões políticas locais. A mesma fonte declarou à imprensa que "essa situação já era questão de tempo, uma vez que o vice tem a intenção de assumir o comando da prefeitura".
O veículo em questão pertence a uma frota alugada pela Prefeitura de Andorinha e necessita urgentemente de serviços de manutenção preventiva e revisões mecânicas obrigatórias, conforme determina a legislação de trânsito. A empresa proprietária do automóvel, a Piemonte da Chapada Transportes Ltda., expediu múltiplas notificações e ofícios, incluindo o Documento número 155/2026, solicitando a devolução do bem para inspeção técnica.
Como Lavor se recusou a entregar o carro voluntariamente, a gestão municipal teve que agir de forma enérgica. Utilizando a chave reserva fornecida pela locadora, servidores públicos conseguiram recuperar o veículo diretamente do gabinete do vice-prefeito, garantindo assim o cumprimento das obrigações contratuais e a segurança dos usuários.
Após o episódio, o vice-prefeito registrou ocorrência policial e compartilhou vídeos em redes sociais tentando esclarecer sua versão dos fatos. No entanto, as autoridades competentes analisaram o caso e concluíram que a atuação da Prefeitura estava respaldada pela legislação vigente, descartando qualquer irregularidade por parte da administração municipal.
Durante a vistoria técnica do automóvel institucional, os fiscais identificaram problemas graves. No interior do veículo, foram encontrados materiais de campanha político-eleitoral, como adesivos e folhetos, prática expressamente proibida pela lei para patrimônios públicos. A inspeção também revelou avarias na lataria, incluindo amassados e riscos profundos, indicando descuido evidente com o bem público.
Em nota oficial, a Prefeitura de Andorinha repudiou veementemente o que classificou como "instrumentalização política do incidente" e reforçou seu compromisso com os princípios da probidade administrativa, da transparência pública e da defesa do interesse coletivo.
Fonte: A TARDE