O dentista Carlos Boulos, de 80 anos, faleceu na madrugada desta terça-feira (6) enquanto estava internado no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Ele era tio de Guilherme Boulos, inúmera figura pública que ocupa o cargo de ministro‑chefe da Secretaria‑Geral da Presidência da República.
O acidente aconteceu no sábado (3), quando Carlos envolveu‑se em uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo. Após a briga, o cirurgião‑dentista desceu da sua caminhonete para confrontar o condutor do veículo que seguia atrás. O motorista, segundo a polícia, acelerou o carro contra ele. Carlos caiu ao solo, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.
O atropelamento foi gravado por uma testemunha em vídeo, imagens que auxiliaram os investigadores a identificar o veículo envolvido. Mais duas pessoas acompanharam o fato e prestaram depoimentos à polícia.
Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública informou que o motorista havia fugido do local. Horas depois, ele compareceu à Polícia Civil, prestou depoimento e foi liberado. A pasta esclareceu que a ausência de prisão em flagrante se deve à restrição prevista no artigo 236 do Código Eleitoral. O condutor acabou indiciado por homicídio doloso e é alvo de investigação pelo 5.º Distrito Policial, na Aclimação.
A defesa do motorista alegou que ele tentou deixar o local por se sentir ameaçado, desejando proteger a esposa, o filho e a si próprio. Segundo o advogado Natan Tolintino, o motorista nega ter agido com intenção de atingir Carlos e afirma que a dinâmica do caso deverá ser comprovada pelas imagens, pela perícia e por demais elementos probatórios.
A polícia trabalha na conclusão do inquérito para remetê-lo à Justiça e aguarda os resultados das análises técnicas.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1