Uma disputa judicial que extrapola os limites dos tribunais e ganha as telas dos computadores. Um jovem programador brasileiro criou um jogo de combate que coloca os dez magistrados da mais alta corte do país como lutadores em disputas virtuais. O projeto, batizado de Supremo Tribunal Fighters, transforma processos e decisões políticas em golpes especiais dentro de uma proposta que mistura humor, tecnologia e crítica institucional.
O game disponibiliza todos os membros do tribunal como personagens jogáveis. Estão disponíveis os seguintes lutadores: Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Cada personagem conta com movimentos únicos, inspirados diretamente em suas atuações dentro da corte. Alexandre de Moraes, conhecido pelo apelido Xandão, aparece como o favorito entre os jogadores que testaram a plataforma.
O ambiente de luta reproduz cenários icônicos da capital federal. Os jogadores podem escolher batalhar no próprio plenário do tribunal, no edifício do Congresso Nacional ou na Praça dos Três Poderes, local onde se concentram os três Poderes da República. A estrutura do game reproduz mecânicas clássicas dos jogos de combate que fizeram sucesso em fliperamas ao redor do mundo.
A experiência conta com três modalidades principais. O modo campanha permite enfrentar adversários em sequência, o modo confrontation libera disputas rápidas entre dois competidores, enquanto o modo competitivo viabiliza embates entre dois jogadores usando o mesmo teclado. A atmosfera dos jogos tradicionais de arcade foi mantida, mas substituindo lutadores fictícios por figuras reais do cenário jurídico nacional.
O projeto foi idealizado e desenvolvido por Felipe Pacheco em menos de um dia. O criador utilizou ferramentas de inteligência artificial em todas as etapas do processo produtivo, desde o design dos personagens até a programação das mecânicas de combate. A proposta surgiu como forma de satirizar os embates jurídicos que frequentemente dominam noticiários e redes sociais.
A plataforma pode ser acessada gratuitamente por qualquer navegador de internet, sem necessidade de instalação ou cadastro. A iniciativa representa uma releitura criativa que aproxima o universo burocrático e técnico do Judiciário brasileiro da cultura dos videogames, transformando personagens públicos em heróis de uma arena digital que nunca dorme.
Fonte: A TARDE