A mastologista Gabriela Arruda, que atua no Hospital Santa Izabel, concedeu entrevista ao programa Metropole Saúde nesta terça-feira e trouxe orientações importantes sobre o rastreamento do câncer de mama. A especialista explicou que mulheres com probabilidade igual ou superior a 20% de desenvolver a doença ao longo da vida têm recomendação formal para realizar exames de ressonância magnética como método de rastreamento.
De acordo com a médica, o risco da população feminina em geral fica entre 12% e 14%, sendo que essas mulheres devem seguir o protocolo convencional, que inclui a realização de ultrassom mamário e acompanhamento com especialistas. "A ressonância fica reservada para essas pacientes com risco elevado ou quando há alterações que não conseguem ser bem visualizadas no ultrassom", detalhou a mastologista.
Gabriela Arruda também comentou sobre a importância do ultrassom como ferramenta complementar. Segundo ela, o exame auxilia na avaliação de mamas com alta densidade, permitindo uma análise mais detalhada quando a mamografia apresenta limitações.
Além disso, a especialista fez um alerta sobre os sinais que merecem atenção especial. Qualquer nódulo palpável, retrações na pele, alterações na coloração da mama e secreções são sinais de alerta que podem indicar a presença de um tumor. A recomendação é que, ao perceber qualquer uma dessas manifestações, a mulher procure atendimento médico o mais rápido possível.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1