O universo das bets brasileiras movimenta cifras impressionantes e conta com um exército de celebridades que ajudam a impulsionar o setor junto ao público. Desde janeiro de 2026, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios tem reforçado as ações de combate à propaganda irregular de jogos de apostas virtuais feitas por influencers digitais.
Virginia Fonseca desponta como uma das engajadas mais bem remuneradas do segmento. A influenciadora firmou acordo de 18 meses com a Esportes da Sorte no valor fixo de R$ 40 milhões. O contrato ainda previa um bônus de R$ 24 milhões, que seria liberado caso a plataforma obtivesse R$ 80 milhões de lucro através dos links compartilhados por ela. Virginia compareceu à CPI das Bets e garantiu que não alcançou a meta estabelecida, logo não recebeu o complemento.
Neymar ocupa posição de destaque como rosto principal da Blaze. Os valores estimados para a parceria giram em torno de R$ 100 milhões anuais, podendo chegar a R$ 45 milhões por ano em algumas avaliações de mercado, abrangendo ações de divulgação e uso de imagem. Publicações específicas durante grandes eventos esportivos geram receitas extras significativas em campanhas de marketing.
Deolane Bezerra afirmou em depoimento policial receber aproximadamente R$ 1,5 milhão líquido mensalmente por suas atividades como empresária e influenciadora, que incluem contratos publicitários com casas de apostas. A Investigada chegou a criar a Zeroum Bet, empresa do setor com capital social de R$ 30 milhões, que depois alienou pelo mesmo valor a um ex-diretor da Esportes da Sorte.
Rico Melquíades foi chamado a prestar esclarecimentos na CPI das Bets em virtude de sua prisão durante a Operação Game Over, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas. Em seu depoimento, o digital influencer declarou que realizou apenas campanhas de publicidade formalmente contratadas.
Wesley Safadão ficou no centro da chamada "CPI do Sertanejo", deflagrada em 2022 pelos Ministérios Públicos Estaduais. O cantor sertanejo é alvo de investigações sobre prefeituras de pequenos municípios que contrataram seus shows por quantias milionárias, chegando a superar R$ 600 mil, recursos esses provenientes de verbas públicas que deveriam ser destinadas à saúde e à educação.
Gkay recebia cerca de R$ 1,4 milhão por mês para promover a Esportes da Sorte. A comissão ouviu relatos de que a influenciadora mesclava conteúdos de moda com divulgações de apostas para persuadir seus seguidores a apostar.
Jojo Todynho e Tirulipa também foram convocados como investigados. Jojo responde a uma denúncia no Ministério Público relacionada à sua parceria com a Esportes da Sorte. Já Tirulipa sofreu uma operação policial em 2022 devido às publicidades realizadas para a Betzord.
Jon Vlogs prestou depoimento na CPI das Bets por ter fundado jogos de azar próprios e por ações promocionais de sua empresa e de outras plataformas de apostas.
Virginia, que soma mais de 50 milhões de seguidores nas redes sociais, compareceu à CPI negando qualquer irregularidade e afirmando que sempre alertou seu público sobre os perigos das apostas.
Fonte: A TARDE