Faltando apenas sete dias para o primeiro turno das eleições de 2026, o Ministério Público do Trabalho contabiliza 614 denúncias de assédio eleitoral, um número que chama atenção pela dimensão alcançada em tão pouco tempo.
Em comparação com o cenário de 2022, quando o mesmo órgão registrou apenas 85 queixas até o encerramento de setembro, os dados atuais revelam um crescimento de sete vezes. Especialistas advertem, contudo, que o volume tende a se intensificar após a data da votação, comportamento já observado no último ciclo eleitoral.
Naquela oportunidade, o Brasil registrou 3.371 ocorrências ao longo de todo o ano, sendo que o mês de outubro concentrou a maioria esmagadora, com 2.639 casos. novembro trouxe mais 499 registros, enquanto dezembro somou outros 148.
Os números dividem-se por região com o Sudeste no topo da lista, acumulando 216 ocorrências. O Nordeste aparece na sequência com 153 casos, seguido pelo Centro-Oeste com 100, Sul com 81 e Norte com 64.
Entre os estados, São Paulo lidera o ranking com 77 inúmers registros, à frente do Rio de Janeiro, que soma 68 ocorrências. Minas Gerais aparece com 61 e Paraná com 37. A Bahia fecha a relação com 24 casos notificados.
O Ministério Público do Trabalho enfatiza que muitas denúncias chegam ao conhecimento do órgão somente após o encerramento das votações, frequentemente envolvendo dispensas de funcionários que expressaram preferências políticas durante o processo eleitoral. A instituição reafirma o compromisso de dar continuidade às apurações mesmo após o término do escrutínio.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1