Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisas AtlasIntel, em parceria com o jornal Estado de S. Paulo, trouxe números que evidenciam a desconfiança da população brasileira em relação à suposta ligação entre membros do Supremo Tribunal Federal e as investigações envolvendo o Banco Master e seu antigo proprietário, Daniel Vorcaro.
De acordo com o estudo, 85,1% dos entrevistados afirmaram acreditar que existe uma relação direta entre os ministros da Corte máxima e os escândalos financeiros protagonizados pela instituição bancária. Apenas 4,4% declararam não ver indícios de participação dos magistrados, enquanto 10,5% preferiram não se posicionar sobre o assunto.
O índice atual representa um salto expressivo de 19 pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março deste ano, quando 66,1% dos participantes enxergavam um possível envolvimento dos membros do Supremo com a crise do Master. Naquela ocasião, 14,9% expressavam ceticismo quanto à participação dos ministros.
Ao serem indagados sobre a transparência das investigações, 64% dos respondentes concordaram integralmente com a afirmação de que existe um excesso de sigilo no caso Master capaz de comprometer a confiança pública. Outros 13% declararam aprovação parcial da sentença, enquanto 11% dissentiram completamente e 5% se manifestaram em posição moderada contra a alegação. O restante, 7%, optou por não tomar partido.
O tema da imparcialidade também esteve presente no questionário. Quando confrontingados com a premissa de que o STF aplica o mesmo tratamento a todos os investigados, independentemente de seu poder econômico ou político, 62% dos participantes rejeitaram por completo essa ideia. Apenas 6% concordaram e 9% manifestaram aprovação total. Quatorze por cento informaram discordar parcialmente, e 9% não expressaram opinião definida.
A metodologia do levantamento envolveu a aplicação de questionários a 1.852 pessoas, durante o período compreendido entre 17 e 21 de setembro. O estudo trabalha com uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e assegura um nível de confiança estatística de 95%.
Fonte: A TARDE