Uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira resultedo no resgate de diversas tarântulas e salamandras que eram mantidas em cativeiro de maneira ilegal. A Ação, denominada Tarântulas II, aconteceu simultaneamente em Salvador e em outras cidades espalhadas pelo território nacional, mirando uma rede dedicada à aquisição, reprodução e venda fraudulenta de espécies da fauna silvestre brasileira.
Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes localidades: a capital baiana, dois municípios paulistas (São Paulo e Santa Rosa de Viterbo) e uma cidade paranaense (Jaguariaíva). Os agentes federais recolheram durante as buscas documentos, computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos que podem revelar detalhes sobre o funcionamento dessa atividade criminosa.
De acordo com as apurações, os suspeitos operavam em uma estrutura bem organizada, dividida entre criadores, intermediários e consumidores finais distribuídos em múltiplas unidades da federação. As investigações indicam ainda que os organizadores mantinham contato com comerciantes e potenciais compradores estrangeiros interessados em adquirir os animais contrabandeados.
Os envolvidos podem ser responsabilizados por captura, manutenção e comercialização irregular de animais silvestres, introdução não autorizada de espécies exóticas no Brasil, receptação e contrabando. Esse tipo de crime figura entre as práticas ilegais mais rentáveis do mundo, movimentando quantias bilionárias anualmente.
Dados da organização internacional de polícia apontam que o comércio clandestino de fauna pode alcançar a marca de 20 bilhões de dólares por ano, ocupando posição de destaque entre as atividades criminosas mais lucrativas do planeta.
Esta intervenção representa a segunda fase da Operação Tarântula, que teve início em setembro de 2025 com o objetivo de combater a criação e a comercialização ilegal de aracnídeos. Após o resgate, os espécimes de tarântula foram direcionados aos respectivos Centros de Triagem de Animais Silvestes para undergo avaliação técnica e receberem cuidados apropriados antes de serem encaminhados a destinos adequados. A corporação não detalhou o procedimento realizado com as salamandras apreendidas.
A operação contou com o respaldo operacional da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental, do batalhão ambiental da Polícia Militar da Bahia e com o apoio da Polícia Militar do estado de São Paulo.
Fonte: A TARDE