O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, chamou para esta terça-feira um encontro com os advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flavio Bolsonaro. O objetivo é debater as tensões políticas que surgiram após decisões recentes da Corte eleitoral.
A origem do conflito está na existência de um grupo chamado "Exército do Lula", aberto no WhatsApp pelo parlamentar André Janones. A equipe de Bolsonaro não gostou e moveu várias ações na Justiça para tentar tirar o canal do ar, argumentando contra as publicações feitas lá dentro.
O caso acabou criando uma divergência entre o próprio Nunes Marques e o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. No sábado passado, Cueva pediu mais detalhes antes de analisar o pedido de exclusão do grupo, porque achou que a solicitação dos advogados de Bolsonaro estava incompleta. Mas no domingo, Nunes Marques expediu uma ordem para que o WhatsApp tirasse o canal do ar.
As coisas não pararam aí. Poucas horas depois, Cueva revogou a medida e mandou restabelecer o canal provisoriamente. O corregedor explicou que a remoção aconteceu antes de terminar os procedimentos necessários para analisar o processo, por isso defendeu que o grupo ficasse no ar até que todos os ministros da Corte julgassem a questão.
O episódio levantou burburinho dentro do próprio TSE.Fontes informaram que alguns ministros ficaram incomodados com a atitude de Nunes Marques, pois entenderam que ele teria se intrometido em um assunto que já estava nas mãos de Cueva e onde as partes ainda poderiam se manifestar.
Além disso, outros membros da Justiça Eleitoral passaram a questionar o comportamento do presidente durante o segundo turno, suspeitando que suas decisões possam estar favorecendo a campanha de Bolsonaro.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1