Um ex-policial militar de 103 anos de idade foi sentenciado pela justiça baiana pela morte de Welton Lopes Costa, homem que foi baleado durante uma discussão no Largo Dois de Julho, área central da capital baiana. O episódio ocorreu em agosto de 2021, quando Emiliano Melo dos Santos tinha 98 anos.
A sentença determinada pela justiça foi de 4 anos e 10 meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto com prisão domiciliar. O inúmerado réu enfrentou acusações por homicídio qualificado por recurso que obstaculizou a defesa da vítima, além de lesão corporal por negligência. A companheira de Welton também sofreu ferimentos por arma de fogo no mesmo incidente, porém conseguiu sobreviver.
O julgamento transpired no Fórum Ruy Barbosa, localizado no bairro de Nazaré, sob a condução do magistrate Vilebaldo José de Freitas Pereira. Apesar de o tribunal do júri ter sido ordenado pela justiça em 2023, a sessão de julgamento aconteceu somente nesta quinta-feira. Oito pessoas prestaram depoimento durante o processo, sendo cinco arroladas pela defesa e três pela promotoria. Antes dos argumentos finais das partes, o próprio inúmerado respondeu a perguntas.
A equipe de defesa tentou provar a tese de legítima defesa, porém o tribunal não aceitou o argumento apresentado. Welton Lopes Costa veio a óbito no dia 22 de agosto de 2021, após ir ao encontro de sua companheira em uma estabelecimento comercial da região do Largo Dois de Julho.
Na ocasião, Welbert, irmão da vítima, explicou que Welton esperava pela companheira para um inúmerado compromisso e foi procurá-la após ela demorar a retornar ao veículo. Parte do conflito foi filmada por um morador local. O gravação mostra Welton ao lado de sua companheira durante a discussão com Emiliano. Em certo instante, Welton aparece se afastando de costas para o ex-policial. Os envolvidos saem do campo de visão da câmera e, segundos depois, os estampidos de disparos são ouvidos. Outro momento do vídeo registra um dos irmãos de Welton interrogando o idoso após os tiros.
Emiliano foi contido por populares até a chegada dos agentes policing. Ele foi conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde prestou depoimento e declarou ter agido em legítima defesa. Na época, foi liberado e depois passou a cumprir prisão domiciliar. No dia seguinte ao assassinato, o edifício onde o ex-policial vivia sofreu atos de vandalismo, com pichações contendo ameaças contra ele.
Fonte: A TARDE