A capital baiana está vivenciando a 18ª edição do tradicional Festival da Cultura Japonesa Bon Odori, que abriu as portas nesta sexta-feira no Parque de Exposições. A gestão municipal, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal, apoia o evento com iniciativas voltadas à preservação ambiental, à inclusão social e ao suporte operacional. A programação permanece ativa até segunda-feira.
No espaço montado pela pasta de sustentabilidade, os visitantes têm a oportunidade de conhecer projetos relacionados à economia circular, à separação correta de materiais recicláveis, ao processo de compostagem e ao reaproveitamento de resíduos sólidos. Entre as atrações destacam-se a fabricação de sabão caseiro utilizando óleo residual de dendê, a exibição de brinquedos lúdicos produzidos com materiais reaproveitados e oficinas práticas nas quais as crianças podem criar seus próprios brinquedos sustentáveis.
O ambiente ainda oferece a distribuição gratuita de mudas de plantas nativas da Mata Atlântica, biofertilizante preparado na composteira da secretaria e amostras de sabão ecologicamente corretos. Os participantes também podem conhecer as iniciativas do Fundo de Ação Climática para a Sustentabilidade e os programas da cidade voltados à destinação adequada de resíduos.
Segundo Walter Pinto Júnior, titular da Subsecretaria da Secis, a participação da secretaria no evento busca conectar a causa ambiental com públicos variados. O representante explicou que a sustentabilidade precisa alcançar todas as camadas da população, e que não será possível promover uma transformação cultural nem construir um mundo mais verde e resiliente sem a participação ativa dos cidadãos. Ele destacou que o tema da economia circular foi trazido para o estande da Prefeitura, permitindo que as pessoas compreendam como realizar compostagem doméstica de maneira simples.
O SUBSECRETÁRIO também mencionou que os visitantes recebem orientações sobre a produção caseira de sabão e sobre os programas municipais de coleta seletiva. Ele completou que os programas Recicla Capital e Roda são apresentados como alternativas para o descarte correto de materiais.
Carlito Alves, profissional do Setor de Resiliência da Secis, acompanhou as atividades na abertura do festival. De acordo com ele, o estande oferece demonstrações de compostagem, oficinas e distribuição de materiais ao longo dos quatro dias de evento. O servidor municipal informou que o espaço permanente da secretaria funciona das 8h às 22h todos os dias.
Ações Educacionais — A Secretaria Municipal da Educação levou estudantes da rede pública para conhecer as atividades culturais do festival. A Escola Municipal Barbosa Romeo, localizada no bairro de São Cristóvão, levou uma turma do 9º ano composta por 30 alunos. O vice-diretor e professor de História James Silva evaluou que a saída cultural amplia o contato dos jovens com tradições diferentes. Ele apontou que a maioria dos estudantes jamais havia tenido a chance de conhecer e trocar experiências com culturas distintas das que já conhecem em Salvador, o que desperta grande curiosidade e interesse.
O docente também afirmou que a vivência pode ser incorporada ao planejamento pedagógico, servindo como ferramenta para uma educação voltada ao respeito mútuo, à valorização de outros povos e às diferentes formas de vida e crenças.
Alunos da Escola Municipal Adilson de Souza Gallo, em Pirajá, também fizeram parte da programação. A estudante Dhakia Williane dos Santos, de 11 anos, participou do festival pela primeira vez e manifestou entusiasmo pelos personagens e pelas atrações disponíveis. Ela comentou que viu muitas pessoas, incluindo japonesas e participantes com fantasias criativas, e que pretende visitar as barracas de doces.
Laura Vitória Passos, de 9 anos, também integrou o grupo visitante. A menina declarou estar achando o evento muito divertido e revelou desejo de encontrar o personagem Luffy e fazer uma foto com ele. Ela mencionou que já assistiu a uma apresentação de karatê e que pretende aprender a arte do origami, considerando o festival um espaço onde é possível adquirir conhecimentos para compartilhar com a família.
Entre o público presente estava Tamara Guerra, de 32 anos, que levou a filha Antonella, de 8 anos. A criança, diagnosticada com transtorno do espectro autista, participou das oficinas com brinquedos produzidos a partir de materiais recicláveis. A mãe afirmou que gostou da iniciativa porque mostra como reaproveitar objetos do cotidiano e declarou intenção de reproduzir os brinquedos em casa junto com a filha.
Sobre o Evento — Pela primeira vez na história, o Festival da Cultura Japonesa de Salvador ocorrerá durante quatro dias seguidos de programação. O público pode aproveitar apresentações de música e dança, demonstrações de artes marciais, desfiles de caracterização temática, oficinas, mostras artísticas, culinária japonesa e atividades relacionadas a jogos digitais, animações e cultura geek. As entradas têm preço inicial de 52 reais, com desconto de 50 por cento para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais, custando 26 reais. Os ingressos estão disponíveis na plataforma eletrônica do evento e na bilheteria física do Parque de Exposições. Há também a opção de ingresso social, obtainable mediante a doação de um quilo de alimento não perecível na entrada do festival.