O atacante da seleção brasileira Richarlison comemorou uma vitória nos tribunais após a Justiça rejeitar uma ação intentada por uma empresa do advogado Willer Tomaz, parceiro político do senator Flavio Bolsonaro. A WT Administração de Imóveis e Bens S/A tentou impedir o jogador de falar publicamente sobre uma disputa envolvendo a Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
O motivo da ação foram publicações nas quais Richarlison declarava que a ilha lhe havia sido "tomada". A empresa pediu que o atleta removesse todo o conteúdo relacionado ao assunto e se comprometesse a não fazer novas declarações sobre o caso, sob ameaça de pesadas multas.
O magistrate Giordano Resende Costa, que atua na 4ª Vara Cível de Brasília, decidiu indeferir o pedido da companhia de Willer Tomaz. Segundo o magistrado, não existiam publicações ativas para serem excluídas e vetar manifestações futuras do esportista caracterizaria censura prévia, ato incompatível com a Constituição Federal.
Além da tentativa de calar o jogador, o processo também previa uma indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil e a publicação de um pedido de desculpas público. Esses pontos ainda serão discutidos no andamento do caso.
Fonte: A TARDE