O Supremo Tribunal Federal se viu diante de uma nova rodada de revelações nesta terça-feira. O ministro André Mendonça optou por levar ao conhecimento do Plenário da Corte elementos freshly trazidos pela Polícia Federal, que apontam para a existência de uma suposta rede de monitoramento e influência atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os materiais apresentados pelas autoridades federais, destacam-se registros que sugerem a atuação do ministro Alexandre de Moraes na alteração de um contrato avaliado em aproximadamente R$ 130 milhões. O negócio envolveu Vorcaro e um escritório de advocacia que tinha à frente Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A proximidade entre o magistrado e a operação financeira levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Reportagem publicada pela revista Piauí trouxe à tona detalhes sobre uma transferência adicional de US$ 1,6 milhão, o que correspondia a cerca de R$ 8,5 milhões na época, realizada por Vorcaro em favor do fundo que financiou a produção cinematográfica Dark Horse, voltada à história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com esse aporte suplementar, o volume total de recursos doados pelo banqueiro ao projeto chegaria a impressionantes US$ 12,3 milhões.
Em paralelo, o Tribunal Superior Eleitoral foi palco de uma reviravolta. O ministro Dias Toffoli concedeu decisão que libera a campanha digital de Renan Santos, candidato apoiado pelo grupo político batizado de Missão à Presidência. A medida restaurou ainda o direito do postulante participar de debates eleitorais e ter acesso aos repasses provenientes do Fundo Eleitoral. A determinação foi tomada apenas dois dias após outro membro da Corte impor restrições às atividades de campanha do político.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1