Derrotado nas eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro abandonou o território brasileiro durante a semana passada, rumando para os Estados Unidos. O parlamentar descumpriu a determinação de entregar os passaportes às autoridades nacionais e seguiu por um itinerário fora do convencional.
A rota escolhida pelo congressista passou por Buenos Aires, na Argentina. Entretanto, o embarque definitivo com destino aos Estados Unidos teve origem em Guayaquil, no Equador. O ponto de chegada foi o Aeroporto Executivo de Miami-Opa-Locka, instalação que guarda relevantes páginas da história norte-americana ao longo do século passado.
A construção da cidade de Opa-Locka ocorreu sob o comando de Glenn Curtiss, pioneiro da aviação. O planejamento urbano levou como referência a obra "As Mil e Uma Noites", incorporando elementos mouriscos em diversas edificações da região.
O aeroporto foi erguido em 1927, ocupando terras que pertenceram ao próprio Curtiss. Anteriormente, o terreno funcionava como campo de aviação particular, sendo posteriormente adaptado para receber a marinha estadounidense.
Durante o conflito armado de 1939 a 1945, a estrutura serviu como base do Comando de Treinamento Naval, concentrando seis centros de instrução militar.
Nas décadas seguintes, o local continuou estratégico para Washington. O espaço ganhou destaque na rivalidade entre americanos e soviéticos, período conhecido como Guerra Fria. O terminal aéreo foi fundamental em operações célebres, como a invasão frustrada de Cuba na Baía dos Porcos e a crise dos mísseis cubano, episódios que marcaram a disputa entre as duas superpotências.
Fonte: A TARDE