O chefe do Executivo municipal de Salvador, Bruno Reis, esclareceu nesta quinta-feira (27) os motivos que levaram a Prefeitura a investir diretamente na compra e modernização da frota de ônibus da capital baiana. Segundo o gestor, a administração municipal teve de arcar com os custos porque o governo federal não disponibilizou recursos por meio de subsídios, como ocorreu em gestões anteriores.
Em entrevista ao portal Farol da Bahia, o prefeito explicou que a única alternativa apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a adesão ao Programa de Aceleração do Crescimento, conhecido pela sigla PAC. "O que o governo federal ofereceu foi apenas a chance de a Prefeitura participar do programa e buscar um financiamento. Não houve nenhum recurso disponibilizado gratuitamente. Nós vamos pagar com recursos públicos que também são de vocês e que a gente administra", detalhou Bruno Reis.
Sobre as metas de renovação, o prefeito anunciou que o compromisso da gestão é contemplar 100% da frota com ar-condicionado até o final de seu segundo mandato, em 2028. A previsão é alcançar 70% ainda neste ano, enquanto os 30% restantes serão incorporados ao longo dos dois anos e quatro meses seguintes. "Nosso objetivo é chegar a 100% da frota atual de Salvador com ar-condicionado, por meio dessas aquisições. Vamos chegar a 70% agora e os outros 30% serão cumpridos nos próximos anos do nosso governo", completou.
A situação do transporte coletivo na capital baiana tem gerado constantes manifestações de insatisfação por parte dos passageiros, que enfrentam dificuldades no dia a dia com linhas insuficientes e veículos em más condições.
Fonte: Farol da Bahia