O Instituto Burburinho Cultural traz pela primeira vez ao estado da Bahia o projeto Engenhoka, uma iniciativa que promova a convergência entre tecnologia e criatividade no ambiente escolar. A proposta será implementada na Escola Municipal Amélia Rodrigues, localizada no bairro do Tororó, e oferecerá um curso com duração de 40 horas destinado a alunos do ensino fundamental II, especificamente do 6º ao 9º ano.
Segundo Priscila Seixas, doutora em Mídia e Cotidiano e diretora da instituição promotora, o projeto visa preencher uma lacuna existente nas metodologias tradicionais de ensino. "Vivemos imersos em tecnologia, porém as escolas frequentemente não conseguem acompanhar essa transformação digital. O Engenhoka surge como resposta a essa defasagem, criando um espaço onde os estudantes podem desenvolver o raciocínio lógico por meio de ferramentas como robôs e materiais tecnológicos", explicou a especialista em entrevista ao Metropole Mais.
Para viabilizar as atividades, a escola ganhou um estúdio maker equipado com impressoras tridimensionais, tablets e outros recursos didáticos modernos. Priscila defende que a educação deve formar cidadãos críticos e capazes de compreender o mundo ao seu redor. "Alunos que parecem desafiar o sistema tradicional podem se tornar forças criativas em uma sala de aula bem estruturada. Precisamos do ensino convencional, mas também devemos abrir espaço para abordagens inovadoras", pontuou.
A diretora também chamou a atenção para a dependência tecnológica do Brasil. O país figura entre os maiores consumidores mundiais de jogos eletrônicos, por exemplo, porém não ocupa posição de destaque como produtor dessa tecnologia. "Ao discutir o uso da tecnologia, é fundamental despertar nos jovens a compreensão sobre como ela é produzida e o que existe por trás dos dispositivos. Trata-se de um verdadeiro letramento digital", completou Priscila Seixas.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1