Dançarinos e estudantes da área têm até a próxima terça-feira, dia 20, para garantir sua participação em duas iniciativas de capacitação internacional que serão realizadas em novembro na capital baiana. Ao todo, estão disponíveis 40 oportunidades gratuitas, que reunirão profissionais de renome vinculados à Alemanha e aos Estados Unidos.
A organização do evento decidiu estender o período de inscrições, com o objetivo de permitir que mais bailarinos, educadores e jovens promesas do estado tenham acesso a metodologias e vivências vindas de outros países. As atividades são promovidas pela 16ª Jornada de Dança da Bahia.
A primeira proposta é a Residência Artística Internacional, que será orientada por Melissa Figueiredo, bailarina natural da Bahia que integra o conceituado grupo alemão Sasha Waltz & Guests. O trabalho consiste na recriação coletiva da peça «In C», concebida pela coreógrafa Sasha Waltz, combinando dança contemporânea, improvisação e música ao vivo. Podem se candidatar pessoas com experiência mínima de cinco anos na área. São 20 vagas, com a seletiva marcada para 23 de outubro no Museu de Arte da Bahia. O período de imersão vai de 4 a 22 de novembro, no Espaço Xisto Bahia.
A segunda atividade é o Workshop Internacional da Técnica de Isadora Duncan, conduzido por Lori Belilove, presidente da Isadora Duncan Dance Foundation, dos Estados Unidos, em colaboração com a bailarina Fatima Suarez. O programa destaca os fundamentos da dança moderna, abordando percepção corporal, suavidade gestual e comunicação artística. O curso ocorre de 19 a 22 de novembro no Teatro Experimental da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, com 20 vagas abertas a educadores, bailarinos e discentes a partir de 15 anos.
Os interessados devem acessar os formulários pelo portal oficial da Jornada de Dança da Bahia paraformalizar a participação, também disponível para consulta os documentos com as regras e critérios de avaliação. Visando incluir públicos diversos, há distribuição específica das vagas: metade é reservada a pessoas negras e indígenas, enquanto dez por cento ficam destinadas a pessoas trans.
O projeto, que chega à sua 16ª edição, tem como missão fomentar a qualificação e o intercambio entre artistas locais e referências globais. A realização é do Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea, em parceria com o Ministério da Cultura, com apoio da Brasil PCH Santa Fé via Lei Rouanet e fomento do governo baiano por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura e da Secretaria da Fazenda.
Fonte: A TARDE