Trabalhadores do setor de manutenção e montagem do Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, completaram nesta terça-feira o quinto dia de paralisação. A mobilização teve início na última quinta-feira, quando os profissionais cruzaram os braços e se reuniram no pátio da empresa Anteal.
A greve ocorre após um impasse nas negociações com oito empresas que atuam no complexo industrial da região. A principal reivindicação da categoria é a equiparação de direitos e benefícios entre os profissionais que trabalham no mesmo polo industrial. Os trabalhadores apontam que as políticas adotadas pelas empresas têm resultado na piora das condições de trabalho e na redução da remuneração dos empleados do setor de manutenção.
A Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos e Mineradores da Bahia informou que a mobilização continua firme em sua pauta específica para a região industrial, mesmo após o encerramento das negociações da data-base. O objetivo é pressionar as empresas a garantirem qualidade de vida aos seus colaboradores, com a melhoria dos benefícios e da renda.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, uma das principais demandas é a eliminação das diferenças de direitos e benefícios entre profissionais que atuam no mesmo complexo industrial. Os trabalhadores defendem que as empresas assumam sua responsabilidade na valorização de quem garante o funcionamento das operações, com melhores benefícios, remuneração digna e condições adequadas de trabalho.
A expectativa da categoria é que as empresas retomem o diálogo e apresentem propostas concretas que permitam superar o impasse e atender às reivindicações dos trabalhadores.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias