O estado da Bahia passa a contar com uma significativa ampliação no acesso a medicamentos contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, em solenidade realizada no Centro Estadual de Oncologia (Cican), em Salvador, a inclusão de nove novos fármacos ao sistema público, com perspectiva de incorporar mais 14 até o encerramento do ano.
Os medicamentos recém-disponibilizados contemplam 13 indicações terapêuticas voltadas para diversos tipos de tumores malignos, abrangendo neoplasias de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e linfomas. A expectativa da pasta federal é que a medida resulte em um crescimento de 35% no arsenal terapêutico oncológico oferecido à população.
Segundo informações do governo federal, parte dos remédios já havia sido incorporada à lista do SUS, porém ainda não estava acessível aos pacientes. Com a nova iniciativa, tratamentos que chegam a custar até 18 mil reais mensais poderão ser obtidos diretamente nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia, mediante apresentação de prescrição médica, eliminando a necessidade de recursos judiciais.
O Ministério da Saúde prevê um aporte financeiro anual de 4 bilhões de reais para viabilizar a distribuição dos 23 medicamentos. Desse montante, 155,4 milhões serão direcionados especificamente à aquisição dos nove fármacos disponibilizados nesta fase inicial.
Entre os destaques da primeira etapa estão o abemaciclibe, recomendado para casos específicos de tumor mamário, o pazopanibe, voltado ao tratamento de neoplasia renal em estágio metastático, e a ampliação das indicações do trastuzumabe para pacientes com câncer gástrico.
Além da distribuição de remédios, o pacote governamental contempla reajuste nos valores repassados por procedimentos oncológicos. Para tratamentos intravenosos, o pagamento por intervenção será quadruplicado, enquanto para medicamentos de uso oral o aumento será de 100%.
Na área de diagnóstico, será iniciada a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos de fezes para triagem de câncer colorretal. A implementação está programada para novembro, começando por capitais e municípios com população superior a 500 mil habitantes. O exame será direcionado a homens e mulheres com idade entre 50 e 75 anos que não apresentem sintomas, podendo identificar indivíduos que necessitam submeter-se à colonoscopia.
O recurso anual destinado à iodoterapia para tratamento de tumor na tireoide sofrerá elevação de 246%, saltando de 5,2 milhões para 18 milhões de reais. Todas essas ações integram o programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Ministério da Saúde voltada à expansão do acesso a consultas especializadas, exames e terapias na rede pública.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias