O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, utilizou o debate presidencial transmitido pela TV Globo na noite de sexta-feira para defender a continuidade de programas sociais implementados durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a sabatina realizada dias antes do segundo turno das eleições, o senator se comprometeu a reajustar o Bolsa Família, preservar o Pé-de-Meia e manter a gratuidade no transporte público aos finais de semana.
No bloco dedicado às questões regionais, o presidenciável prometeu que os beneficiários do Bolsa Família continuarão recebendo o auxílio por um período de dois anos após conseguirem emprego formal ou abrirem negócio próprio. "Eu vou garantir para você do Bolsa Família que vai ter o reajuste, sim", declarou. O programa foi relançado pelo governo Lula em 2023, com um benefício mínimo de seiscentos reais. A campanha do PT acusou o PL de planejar reduções nos programas sociais, acusação negada por Bolsonaro.
Sobre o Pé-de-Meia, criado em 2024 para incentivar estudantes do ensino médio público, Bolsonaro afirmou que não pretende extinguir o programa e classificou como desinformação as especulações sobre seu possível fim. O senator também defendeu a ampliação do ensino em tempo integral, a oferta de cursos técnicos no contraturno escolar e a criação de um auxílio-creche para famílias sem vagas na rede pública.
No campo da infraestrutura, o candidato prometeu expandir a malha ferroviária do país e concluir as obras da Transnordestina, que conectará áreas produtivas do Nordeste ao Porto do Pecém, no Ceará. Lula retrucou que a construção já está em andamento, com trechos em diferentes estágios de execução.
Acerca do endividamento das famílias brasileiras, Bolsonaro criticou o programa Desenrola e apresentou uma proposta própria de renegociação de dívidas com participação da Caixa Econômica Federal, apelidada por ele de "Banco da Prosperidade". A iniciativa prevê carência de seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas. Lula informou que medidas semelhantes já estão em prática e anunciou a realização de um leilão para comprar dívidas de cidadãos junto aos bancos.
Em relação à tarifa zero nos ônibus aos sábados e domingos, Bolsonaro se disse "super a favor", embora tenha criticado a carga tributária do governo federal. A proposta de gratuidade foi encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional em outubro e estabelece mecanismos de financiamento para o transporte coletivo.
O presidenciável do PL confirmou ainda que manterá a política de valorização do salário mínimo e garantirá reajustes acima da inflação para aposentados e pensionistas. Ao falar sobre saúde, definiu o Sistema Único de Saúde como "orgulho nacional" e anunciou intenção de ampliar os investimentos no setor, além de atualizar a tabela de pagamentos do SUS.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1