A Agência Nacional de Vigilância Sanitária definiu nova duração para um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis no país. O Implanon NXT, implante que libera o hormônio etonogestrel, poderá permanecer ativo por cinco anos, em vez dos três anos anteriormente autorizados.
A mudança foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União e já está valendo em todo o território nacional. Com isso, mulheres que utilizam o método não precisarão mais fazer a substituição a cada três anos, o que representa maior praticidade e redução de procedimentos médicos desnecessários.
A decisão do órgão regulador se fundamentou em pesquisas que confirmaram a eficiência e a segurança do dispositivo durante o quarto e o quinto ano de uso. Durante os testes clínicos, não foram registradas gestações no período adicional de proteção.
Outra alteração importante autorizada pela agência foi a possibilidade de inserção do implante imediatamente após o parto ou após abortamentos, independentemente de serem realizados no primeiro ou no segundo trimestre da gestação.
O dispositivo consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele na região do braço, em procedimento realizado em ambiente ambulatorial com anestesia local. O método não necessita de incisões profundas nem de suturas, causando desconforto mínimo e apresentando taxa de falha de aproximadamente 0,05%.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o implante libera gradualmente o hormônio etonogestrel, responsável por bloquear a ovulação e, consequentemente, prevenir a gravidez. O dispositivo foi incluído no catálogo de procedimentos do Sistema Único de Saúde no ano de 2025.
Podem ter acesso ao método adolescentes e mulheres com idade entre 14 e 49 anos, conforme avaliação da equipe de saúde. O procedimento é disponibilizado sem custos nas unidades básicas de saúde, embora a disponibilidade possa variar de acordo com a demanda local.
Outros países, incluindo Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, também adotaram recentemente a mesma extensão no período de uso do dispositivo.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1