O mês de outubro carrega dupla significance para o Brasil: além de marcar a celebração do Dia dos Professores, período que evidencia a necessidade urgente de ressignificar e valorizar a carreira docente, também coincide com o calendário eleitoral, momento em que a democracia recuerda aos cidadãos a relevância de viver em um estado livre e republicano. Na Bahia, essa convergência entre reconhecimento à docência e processo democrático resultou em uma vitória expressiva e histórica nas urnas.
Jerônimo Rodrigues, professor e chefe do Executivo baiano, consolidou sua gestão ao liderar o maior programa nacional de construção de escolas em tempo integral. Durante sua administração, o estado conseguiu garantir alimentação de qualidade aos estudantes, diminuir os índices de evasão escolar, ampliar a oferta de creches nas regiões do interior e lançar políticas concretas voltadas à juventude, a exemplo do Bolsa Presença.
Natural do povoado Palmeirinha, localizado na zona rural de Aiquara, às margens do Rio de Contas, Jerônimo nasceu em uma família humble: seu pai trabalhava como vaqueiro e sua mãe como costureira. Sem dispor de herança política ou conexões com dynastias tradicionais, ele carrega as características de um povo historicamente afastado dos espaços mais altos de poder. Engineer agrônomo de formação, extensionista por vocação e docente da Universidade Estadual de Feira de Santana, sua trajetória inclui passagens marcantes por movimentos e organizações sociais.
Ao assumir o Palácio de Ondina, o governador reuniu experiências de gestão pública tanto no âmbito estadual quanto federal, porém carregando consigo o maior diferencial: a vivência na docência, arte de formar pessoas, zelar pelos aprendizes e projetar futuros. Quem o acompanha de perto descreve uma rotina caracterizada por disciplina rigorosa, ética profissional, organização meticulosa, pontualidade e grande capacidade de observação. Tais atributos, essenciais para o exercício do magistério, também definem o perfil de um gestor público exemplar.
Enquanto o Brasil e o cenário internacional enfrentam debates sobre um possivel deficit de novos professores, crise diretamente associada à desvalorização e ao baixo reconhecimento social da profissão, a Bahia oferece uma resposta prática ao eleger um docente para a cadeira máxima do Executivo estadual. No estado, a valorização da educação e dos professores se converte em sufrágio. Que exemplo diferenciado…
*Professor Manoel Calazans, Mestre em Políticas Sociais e Cidadania
Fonte: A TARDE