As autoridades policiais cumpriram na terça-feira (27) um mandato de prisão preventiva contra um homem de 49 anos na cidade de Capim Grosso, no interior da Bahia. O indivíduo é acusado de praticar crimes sexuais contra uma adolescente de 16 anos, em um caso que envolve violência doméstica e familiar.
O início das apurações aconteceu após uma instituição de ensino perceber indícios de que a estudante estava sendo vítima de agressão sexual. A escola comunicou o fato às autoridades ainda em março, dando início às investigações. Conforme o relatório policial, os episódios teriam começado em janeiro de 2026. No mês seguinte, quando a jovem se encontrava sozinha em casa, o suspeito tentou se aproximar dela com intenções sexuais. A adolescente conseguiu resistir e se livrar dele, sendo então levada a uma unidade de saúde local.
Após a denúncia, a Justiça emitiu medidas protetivas que vedavam qualquer aproximação ou comunicação do investigado com a vítima. A proximidade entre os domicílios, contudo, tornava desafiador fazer cumprir a determinação judicial. Diante do clima de vulnerabilidade e das intimidações, que incluíam ameaças de morte contra um parente próximo, a jovem acabou deixando o lar familiar e ficou sob a custódia provisória de terceiros.
As investigações recolheram provas que, segundo a Polícia Civil, reforçaram o relato da adolescente e demonstraram que ela era coagida mediante ameaças contra um familiar. O cumprimento do mandado de prisão ficou a cargo da DT de Capim Grosso, com colaboração da DT de Mairi, ambas subordinadas à 16ª Coorpin, com sede em Jacobina. Após os procedimentos de praxe, o acusado ficou à disposição do Poder Judiciário. O inquérito prossegue em tramitação sigilosa, e a jovem recebe suporte psicossocial municipal, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Este cenário se insere em um contexto preocupante de alta nos casos de violência doméstica na Bahia. O Ministério Público estadual contabilizou mais de 10 mil registros de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026, número expressivamente superior ao período antecedente, que registrou 8.106 ocorrências. Mulheres representam a maioria das vítimas. No mesmo espaço temporal, foram registradas 247 denúncias por feminicídio. Para o promotor Adalto Araújo, do Centro de Apoio Operacional Criminal, é fundamental unir esforços para modificar essa realidade e proporcionar mais segurança e igualdade às mulheres.
Fonte: Aratu On – Últimas Notícias