Uma decisão histórica foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que decidiu por unanimidade abrir os arquivos sigilosos relacionados aos últimos dias de vida do presidente Tancredo Neves. Agora, a família do político terá acesso completo aos documentos que por quase quatro décadas ficaram guardados sob sigilo.
A medida atende a um pedido antigo dos parentes de Tancredo, que buscam esclarecer de uma vez por todas as circunstâncias que cercaram a morte do mandatário. Durante anos, circularam suspeitas de que um suposto erro médico teria contribuído para o agravamento do estado de saúde do presidente eleito.
Tancredo Neves deu entrada no Hospital de Base de Brasília na noite anterior à sua posse presidencial, apresentando um quadro de diverticulite, doença que causa inflamação no intestino grosso. Apesar dos esforços da equipe médica, o político mineiro veio a falecer exatamente um mês depois, em vinte e um de abril de mil novecentos e oitenta e cinco.
Com a determinação judicial, tanto o Conselho Federal de Medicina quanto o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal ficam obrigados a disponibilizar prontuários, registros de atendimento e a relação completa dos profissionais que acompanharam o caso.
Tancredo Neves entrou para a história como o primeiro presidente civil escolhido pelas vias democráticas após vinte anos de governo militar no Brasil. Infelizmente, jamais chegou a assumir oficialmente o cargo para o qual foi democraticamente eleito.
Especialistas apontam que a abertura dos arquivos pode finalmente encerrar as especulações que alimentaram teorias e questionamentos ao longo das últimas quatro décadas, oferecendo respostas concretas à família e à sociedade brasileira.
Fonte: Últimas Notícias – Metro 1